Petrobrás sinaliza conservadorismo com captação justa, de apenas US$ 3 bi

Petrobrás sinaliza conservadorismo com captação justa, de apenas US$ 3 bi

Coluna do Broadcast

13 de março de 2019 | 04h00

Habitué do mercado de dívida externa, a Petrobrás demonstrou conservadorismo em sua primeira emissão de bônus feita na nova gestão de Roberto Castello Branco. A sinalização de rigidez na gestão de seu passivo foi clara na ofertas. Mesmo à frente de mais de US$ 10 bilhões postos sobre a mesa pelos investidores estrangeiros, a Petrobrás optou por tomar somente os US$ 3 bilhões que devem ser o necessário para recomprar parte do passivo que carrega em bônus emitidos lá fora. Em paralelo à oferta, a companhia anunciou recompra de bônus com vencimento entre 2021 e 2025, que somam US$ 3,2 bilhões.

Nem parece. Normalmente, qualquer empresa com o estofo da Petrobrás aproveitaria essa demanda para levar pelo menos US$ 1 bilhão extra. No caso da petroleira, a captação “justa” chama ainda atenção pelo histórico da empresa no mercado externo. Ainda que a petroleira tenha captado menos nos anos após a Lava Jato, os bônus da estatal figuram entre os de maior peso nas carteiras emergentes.

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