Por ora, investidor chinês é afastado de fusão de Minerva com BRF

Por ora, investidor chinês é afastado de fusão de Minerva com BRF

Economia & Negócios

07 Junho 2018 | 04h00

A estratégia que está sendo desenhada para a fusão das empresas de proteínas Minerva e BRF procura evitar a entrada de um player chinês, por enquanto. Um dos investidores sondados pela Riza Capital, que estrutura a transação, o Arlon Group, braço de investimento em alimentos e agricultura da Continental Grain Company, tentou trazer um chinês, mas a ideia não prosperou. A resistência viria do fato de que, normalmente, os chineses buscam grandes participações acionárias para garantir a gestão dos negócios.

No forno. A operação de fusão envolveria um aporte de US$ 3 bilhões, por meio de aumento de capital na Minerva. No resultado final, após a fusão, o grupo investidor teria até 30% da nova companhia. Entre os potenciais investidores sondados estaria o family office de Rubens Ometto, fundador e presidente do Conselho de Administração da Cosan. A operação precisa também do aval da família Vilela de Queiroz, fundadora da Minerva, e do fundo árabe Salic, ambos com quase 50% do frigorífico.

Com a palavra. Procurada, a Minerva não comentou. Já a BRF disse que não recebeu nenhuma formalização a respeito de uma possível transação envolvendo a BRF e grupos de investidores nacionais e internacionais, em conjunto com a Minerva, conforme tem sido noticiado. A BRF acrescentou que manterá o mercado informado sobre qualquer eventual desdobramento sobre desse tema.

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