Preocupação com mudança climática é ‘amor’ à estabilidade financeira, diz executivo da BlackRock

Preocupação com mudança climática é ‘amor’ à estabilidade financeira, diz executivo da BlackRock

Bruna Camargo

31 de outubro de 2021 | 05h45

Barco passa por icebergs perto de Ilulissat, na Groenlândia    Foto: REUTERS/Hannibal Hanschke

Se antes a sustentabilidade era assunto apenas daqueles que se incomodavam com questões ambientais, agora as práticas corporativas que seguem critérios ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) estão na agenda dos agentes econômicos.

“A gente trabalha com [a questão da] mudança climática não porque amamos ursos polares, mas porque amamos estabilidade financeira. Foi isso que mudou [de algum tempo para cá]”, afirmou Paul Bodnar, chefe global de investimentos sustentáveis da BlackRock, na sexta-feira, durante painel no evento Anbima Summit, promovido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A BlackRock é a maior gestora de recursos do mundo, com US$ 9,5 trilhões em ativos sob gestão.

Segundo Bodnar, o mercado começou a entender que problemas relacionados ao meio ambiente, “como poluição com plástico, perda de biodiversidade e emissões de carbono, têm um impacto na economia em si”, e por isso começou a pensar em como “colocar a mão na massa”.

Engajamento

“Cada vez mais stakeholders estão se engajando para resolver esses problemas. Se antes pensavam ser um problema dos governos, agora temos empresas, instituições financeiras e todo mundo envolvido e se perguntando o que podem fazer, qual a parte deles nesse quebra-cabeça. Isso ativa uma possibilidade de soluções maior do que se deixássemos apenas para os governos e isso me dá esperança”, disse o executivo da gestora.

Bodnar ainda afirmou que os investidores devem entender que há diferentes objetivos ao se montar uma carteira sustentável – e, conforme o objetivo, as empresas que esse investidor deve olhar também são diferentes. Um investidor pode se interessar por uma melhor seleção das companhias por meio de informações não financeiras, como as métricas ESG; buscar as que têm impacto na sociedade; as que oferecem um controle de risco no portfólio; ou impulsionar as que ainda podem oferecer produtos e serviços sustentáveis para o mundo.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast Investimentos no dia 29/10/21, às 17h00.

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