Previ vendeu mais do que previa em Neoenergia por regra do Novo Mercado

Previ vendeu mais do que previa em Neoenergia por regra do Novo Mercado

Fernanda Guimarães

02 de julho de 2019 | 07h32

O fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, a Previ, vendeu mais ações do que previa inicialmente no IPO da Neoenergia. A operação foi desenhada para promover a saída do Banco do Brasil do ativo, mas para o cumprimento das regras do Novo Mercado, segmento com as mais elevadas regras de governança corporativa da B3, a Previ teve que ampliar a fatia que colocou à venda. Pelas regras em vigor, para uma empresa poder ter suas ações listadas no Novo Mercado e ao mesmo tempo ter em circulação ao menos 15% dos papéis, o IPO deve movimentar um valor superior a R$ 3 bilhões.

O Banco do Brasil vendeu 9,34% na Neoenergia e zerou sua posição. Considerando a colocação integral do lote suplementar, a Previ reduzirá sua participação de 38,21% para 30,29% e a espanhola Iberdrola, a controladora, foi de 52,45% para 50%. A porcentagem de ações em circulação no mercado deverá ficar entre 17% e 19% (a depender do lote suplementar). Depois dessa venda, a Previ concedeu um período maior de lock-up (restrição) para a venda de suas ações. Ao invés dos tradicionais seis meses, o período de restrição para o fundo de pensão será de um ano.

Flexível. A possibilidade de um “free float” de 15% foi aberta após a reforma das regras do Novo Mercado. Antes, a obrigação era de que o porcentual de ações em circulação das empresas listadas fosse necessariamente de 25%, e caso a empresa ficasse desenquadrada era dado um prazo para a adequação.(com Luciana Collet)

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