Queda de Cogna ‘fere’ investidor pessoa física

Queda de Cogna ‘fere’ investidor pessoa física

Fernanda Guimarães

06 de agosto de 2020 | 05h15

Líder nas operações a termo na B3 e registrando um aumento exponencial de procura por suas opções, a queda das ações da empresa de educação Cogna tem machucado um grupo grande de pessoas físicas. Nas opções de compra, a chamada call, na qual o investidor acredita que a ação vai subir e faz um contrato para comprar a ação a um determinado preço no futuro (o investidor exerce esse direito, assim, se o valor predefinido estiver abaixo do preço da ação negociada na bolsa na data), o vencimento no próximo dia 17 tem um volume financeiro próximo ao das opções das ações preferenciais de Petrobras para a mesma data, mostram os dados da B3. Na outra ponta, quem comprou opção de venda (na prática são aqueles que apostam na queda da ação e compraram a opção de vender o papel a um determinado preço, acima, é claro, do valor do papel no mercado) estão majoritariamente investidores institucionais. O papel da Cogna acumula queda de 36% neste ano.

Game over. O preço pago por essas opções de compra despencou diante da desvalorização da ação e com a procura minguando. Na call de maior volume financeiro está a opção de comprar a ação da Cogna a R$ 9,80 (preço de strike) lá no dia 17: a ação hoje vale R$ 7,40 na B3, ou seja, a compra não é mais viável, a não ser que o papel tenha valorização superior a 30% nesse espaço de tempo. Se continuar assim, as opções de compra desse contrato “viram pó” (e o investidor perde o valor pago no contrato). As opções, além de serem utilizadas para especulação, como neste caso, é um instrumento importante para a proteção das carteiras, o chamado hedge.

Musa. No Fintwit – uma espécie de grupo de finanças no Twitter – a Cogna, ação que tem até torcida organizada, foi apelidada de Conga e ganhou a Gretchen como musa, (a cantora da música Conga, conga, conga). Se em julho os comentários foram só de alegria com a opção e expectativa de lucros vultosos, agora o assunto são as perdas. Conforme dados da B3, há um volume financeiro maior de investidores que estão realizando a operação “a descoberto”, ou seja, alavancados.

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