QuintoAndar troca IGP-M por IPCA nos contratos de aluguel de imóvel

QuintoAndar troca IGP-M por IPCA nos contratos de aluguel de imóvel

Circe Bonatelli

27 de novembro de 2020 | 05h00

Crédito da foto: Werther Santana/Estadão

 

O QuintoAndar, site de compra, venda e locação de imóveis, vai adotar o IPCA como principal referência para os reajustes anuais dos novos contratos de aluguel, fechados em sua plataforma. O objetivo é substituir o IGP-M, indicador mais usado nesses tipos de contratos, mas que tem causado muitas dores de cabeça para inquilinos e proprietários devido às oscilações.

Disparada. O IGP-M acumula alta de 24,25% em 12 meses, bem acima da inflação oficial medida pelo IPCA, de 3,14%. A cesta que compõe o IGP-M tem maior influência do câmbio, o que explica, ao menos em parte, o descolamento na comparação com outros indicadores.

Sugestão. O uso do IPCA não é uma imposição. Mas o co-fundador e CEO do QuintoAndar, Gabriel Braga, diz que a variação alta do IGP-M não é boa para ninguém. “Quando sobe muito, o proprietário tem dificuldade em conseguir a correção integral e ainda corre o risco de o inquilino rescindir”, diz. “Para o morador, há o desgaste de se mudar, caso não haja negociação”.

Não é de hoje. O IGP-M vem causando desentendimento há tempos. Nos últimos 15 anos, o índice ficou negativo em duas ocasiões (-1,72%, em 2009, e -0,52%, em 2017) e subiu mais de 10% por três vezes (11,32% em 2010, 10,54% em 2015 e 24,25% até aqui em 2020), sempre desencadeando renegociações nos contratos.

 

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 26/11/2020 às 10:53:44 -.

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