Registradora Cerc solicita ao Banco Central permissão para abrir central depositária de títulos

Registradora Cerc solicita ao Banco Central permissão para abrir central depositária de títulos

Matheus Piovesana

21 de dezembro de 2021 | 05h30

Foto: Werther Santana/Estadão

A registradora de recebíveis Cerc formalizará nos próximos dias, junto ao Banco Central, o pedido para concretizar um de seus principais projetos: a criação de uma central depositária de ativos mobiliários. A empresa também pedirá o aval para criar uma câmara de liquidação, condição necessária para que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também aprove a depositária. O pedido à CVM deve ser feito no primeiro trimestre de 2022.

Depositária é a central que faz a “guarda” dos ativos negociados em determinado mercado. Lá ficam cotas de fundos listadas, ações, títulos de renda fixa, entre outros. A B3 possui a própria depositária, e há ainda a da Laqus (ex-M2M), autorizada a guardar certificados de recebíveis.

Em tese, a própria depositária deixaria a Cerc a um passo de fazer a guarda de ações, algo que hoje só a B3 faz no Brasil. Mas, por enquanto, isso não está nos planos. A empresa quer começar com ativos próximos aos que hoje registra, como cotas de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs).

O fundador e presidente do conselho, Marcelo Maziero, não descarta enveredar por ações no futuro: o chassi dos ativos é o mesmo. Mas ele, que passou pela antiga BM&F Bovespa antes de criar a Cerc, acha difícil que a B3 perca sua preponderância neste mercado.

Por enquanto, não há interessados em criar a bolsa que se acoplaria à depositária da Cerc para criar o ambiente de negociação de cotas de FIDCs e dos demais ativos. Se até o ano que vem, quando prevê ter todas as autorizações, não encontrar um, a Cerc está pronta para criar ela própria essa bolsa. Mas quer que mais players entrem depois.

Para dar suporte a todos esses planos, a Cerc pretende captar mais uma rodada de investimentos em 2022, e espera arrecadar de US$ 100 milhões a US$ 200 milhões. Na última rodada, fechada em novembro, a 2TM, dona do Mercado Bitcoin, aportou R$ 90 milhões no grupo.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 20/12, às 14h39.

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