Relação com China esfria negócios em mineração

Relação com China esfria negócios em mineração

Coluna do Broadcast

06 Novembro 2018 | 04h00

A preocupação em torno de uma eventual mudança nas relações comerciais do Brasil com a China, no governo de Jair Bolsonaro (PSL), pode colocar em espera algumas transações de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês), em especial no setor de mineração.

Uma delas é a da Bahia Mineração (Banim), que há dois anos vem buscando no exterior, em especial na China, um comprador para uma fatia da companhia, movimento colocado como necessário para a empresa seguir com seus planos de expansão. A empresa manteve reuniões já marcadas com potenciais interessados na semana que vem, em Pequim, mas a leitura de envolvidos é a de que o negócio ficará mais difícil diante desse novo cenário de incertezas. Procurada, a Banim não respondeu.

Conversas. Maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 – e maior consumidor do minério de ferro brasileiro -, a China mandou um recado ao vencedor da eleição presidencial brasileira no jornal estatal China Daily.

Lá, o governo afirma que não há razão para que o Brasil copie políticas adotadas pelo governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, e que o custo econômico de determinadas posturas pode “ser duro para a economia brasileira, que acaba de sair de sua pior recessão da história”. Na segunda-feira, 5, o presidente eleito disse, em entrevista à TV Bandeirantes, que o Brasil não terá problemas com a o país asiático e que “está na cara que a China quer aumentar negócios com o Brasil”.

Chapa quente. Nos anos de crise no Brasil, os investimentos da China no País cresceram. Entre as aquisições de grande porte recentes estão, por exemplo, as feitas pelas gigantes chinesas State Grid e China Three Gorges, que levaram, respectivamente, CPFL e Duke Energy.

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