Resid estreia com aposta de R$ 1 bi em ‘segunda casa’ compartilhada

Resid estreia com aposta de R$ 1 bi em ‘segunda casa’ compartilhada

Gabriel Baldocchi

12 de maio de 2022 | 05h40

A partir da esquerda, os sócios Costa Neto, Paulo Henrique Barbosa e Rafael Caiado  Foto: André Porto/Resid

Executivos do mercado de turismo se uniram para levar o conceito de posse compartilhada a quem busca destinos de luxo para férias e quer fugir da manutenção do segundo imóvel. A Resid estreia no mercado brasileiro inspirada no modelo dos EUA, onde a categoria é explorada por gigantes hoteleiras. A previsão é investir R$ 1 bilhão no lançamento de 12 projetos nos próximos cinco anos. A expectativa é alcançar um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 6 bilhões até 2024.

A modalidade compartilhada dá ao proprietário direito de usufruir do imóvel por um período. Assim, é possível ampliar o acesso a residências de altíssimo padrão – uma casa de R$ 9 milhões teria frações em torno de R$ 180 mil, exemplifica a empresa. O grupo estima que 5 milhões de pessoas se enquadrem no perfil de renda com condições de consumir a posse compartilhada no Brasil. Também constatou que os imóveis de temporada só são usados por seus donos por 90 dias ao ano.

Empreendimentos serão construídos do zero

Os empreendimentos serão construídos do zero (as cidades ainda não foram divulgadas) e serão operados por bandeiras hoteleiras. Já há negociações fechadas com um grupo nacional do setor. No exterior, redes como Ritz-Carlton e Four Seasons já operam no segmento conhecido como Clubes de Residências Privadas. A categoria oferece serviços equivalentes aos de um hotel e ganhou força na pandemia graças ao trabalho remoto.

Além de investidores estratégicos (os nomes não foram revelados) e capital próprio dos sócios, a empresa também pretende e ir a mercado para captar recursos voltados ao projeto. O principal instrumento deve ser o Certificado de Recebíveis Imobiliário (CRI).

Três fundadores estão por trás da iniciativa: Francisco Costa Neto, ex-CEO do Grupo Aviva, dona do Rio Quente e do Costa do Sauípe, Paulo Henrique Barbosa, investidor do Grupo Lagoa Quente, além de Rafael Caiado, com experiência no mercado imobiliário.

 

Este texto foi publicado no Broadcast no dia 11/05/22, às 16h43

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