Restrição na Rio-Santos ameaça indústria de vidro

Restrição na Rio-Santos ameaça indústria de vidro

Economia & Negócios

31 de março de 2019 | 04h00

A queda de uma parte da rodovia Rio-Santos, no trecho entre São Sebastião e Caraguatatuba, em São Paulo, pode ameaçar o maior parque de produção de vidros planos do País. O risco surgiu com as chuvas do último dia 11, quando um deslizamento limitou a passagem pelo quilômetro 116 da estrada, no litoral paulista. O episódio afeta diretamente o abastecimento das fábricas instaladas ao longo da Rodovia Dutra, que recebem a barrilha – um dos principais insumos dessa indústria – que chega da Turquia, Espanha e Estados Unidos via Porto de São Sebastião. Apenas caminhões de até 23 toneladas têm permissão para trafegar pelo trecho danificado e o setor, que usa carretas de 45 toneladas, tem feito transferências entre veículos para conseguir transportar o material.

Sem barrilha. Com a restrição, as fábricas têm recebido o equivalente a 30% do volume habitual de barrilha, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro). Os estoques do insumo não dão para uma semana. Sem matéria-prima, a indústria já planeja fabricar cacos só para manter os fornos em operação, já que esses equipamentos não podem ser desativados. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informa que as obras devem se estender por três meses.

Obra. Com as restrições, as fábricas têm recebido o equivalente a 30% do volume habitual de barrilha, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro) – e o estoques do insumo, que são baixos, não dão para uma semana. Sem matéria-prima, a indústria já planeja fabricar cacos exclusivamente para manter os fornos em operação, já que esses equipamentos não podem ser desativados. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informa que as obras devem se estender por três meses.//Patrick Cruz

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