‘Resultado das eleições terá de ser respeitado”, diz Rubens Menin

‘Resultado das eleições terá de ser respeitado”, diz Rubens Menin

Circe Bonatelli

17 de abril de 2022 | 06h00

Rubens Menin, controlador da MRV, do banco Inter e da CNN: “Nos últimos 20 anos, a distância do Brasil para os países desenvolvidos aumentou. Achava-se que a economia tinha vocação para crescer só porque somos um País de dimensões continentais. Mas não é bem assim” / Foto: Leo Drumond /Nitro / MRV

Rubens Menin, dono do conglomerado que reúne a construtora MRV, o banco Inter e o canal de notícias CNN, disse andar preocupado com a sequência de notícias negativas: crise econômica, pandemia e, mais recentemente, a guerra na Ucrânia. No Brasil, a preocupação é com a proximidade das eleições presidenciais fortemente polarizadas. “A polarização é muito ruim. Gera uma disputa intensa e divide um país, quando, na verdade, a gente precisa de união”, afirmou. Ele mesmo cita o caso dos EUA, onde o então presidente Trump contestou o resultado das eleições. A animosidade cresceu até desembocar na invasão do Capitólio por seus apoiadores. Ao ser perguntado se vê chance para esse tipo de acontecimento no Brasil, Menin disse: “O resultado da eleição tem de ser respeitado. Não acredito que aqui vá acontecer algo parecido”.

Para Menin, tamanho do País não garante crescimento

Ao desviar das perguntas sobre política, Menin bate na tecla de que é preciso melhorar o ambiente de negócios como um todo por aqui, a começar pela desburocratização da máquina pública e pelos incentivos aos investimentos privados. “Nos últimos 20 anos, a distância do Brasil para os países desenvolvidos aumentou. Achava-se que a economia tinha vocação para crescer só porque somos um País de dimensões continentais. Mas não é bem assim”, afirmou. “A falta de um ambiente de negócios bom é que está aumentando essa distância”.

‘Se eu me candidatar, pode colocar uma camisa de força’, diz ele

Menin sugere que a classe de políticos adote o mote: ‘Destrava, Brasil’, com uma agenda liberal para “tirar as amarras” da economia, em suas palavras. Perguntado se planeja se candidatar a algum cargo público com esse mote, ele respondeu com um pedido: “Se eu me candidatar, pode me colocar em uma camisa de força”.

 

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 15/04/2022, às 12:10:40.

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