Rio Alto expande operação e se prepara para IPO de R$ 2 bi

Rio Alto expande operação e se prepara para IPO de R$ 2 bi

Wilian Miron

12 de outubro de 2021 | 05h10

Obras das usinas do complexo solar Coremas, da Rio Alto Energias Renováveis, na Paraíba.  Foto: Rio Alto

A geradora de energia renovável Rio Alto coloca em marcha um ambicioso projeto de construir 1,6 gigawatts-pico (GWp) em usinas fotovoltaicas do Complexo Solar Santa Luzia, na Paraíba, mirando chegar à Bolsa com um valor de mercado superior a R$ 4 bilhões e captar cerca de R$ 2 bilhões em uma oferta de ações. O valor de mercado é o dobro do que a empresa foi avaliada em junho, quando recebeu um aporte de R$ 550 milhões. Dois meses antes, desistira do IPO, quando pretendia levantar perto de R$ 800 milhões. “Agora vamos aguardar uma nova janela no mercado e, nesse meio tempo, usaremos os recursos da captação privada para as operações”, disse o sócio da empresa, Rafael Brandão.

O pico de produção de energia previsto nas usinas é suficiente para iluminar, em média, mais de 700 mil residências. O projeto como um todo deve estar concluído em 2023, e os investimentos para colocá-lo em pé chegam a R$ 2,4 bilhões.

Das fazendas solares que a empresa pretende construir entre este ano e o próximo, de 600 megawatts-pico (MWp), as fases 1 e 2, já foram outorgadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na última quinta-feira, 07. O início das obras deve acontecer até dezembro, com previsão de conclusão no fim de 2022. O empreendimento ainda contará com outras duas fases que, somadas, totalizarão 800 Mwp e serão concluídas em 2023.

A energia que será produzida no empreendimento já está comercializada. Parte dela será entregue a clientes por meio de contratos de compra e venda de energia (PPAs, da sigla em inglês). Outro montante foi vendido no mercado regulado para atender à demanda das distribuidoras. Há, ainda, uma capacidade residual de energia que ficará descontratada para gestão de portfólio.

Entre as usinas da Rio Alto que já estão em estágio mais avançado, no complexo Coremas, também na Paraíba, há previsão de acréscimo de 156 MWp ainda neste ano e mais 23 MWp até o primeiro semestre de 2022.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 11/10/2021 às 17h32.

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