Risco político não foi abordado em contrato entre XP e Itaú

Risco político não foi abordado em contrato entre XP e Itaú

Coluna do Broadcast

21 de maio de 2017 | 05h00

Eventos de disruptura política e econômica não foram contemplados no contrato de aquisição da XP pelo Itaú Unibanco. Normalmente, negócios de compra e venda carregam as chamadas cláusulas MAC (material adversal change), que consideram ocorrências como guerras e quedas de presidentes, abrindo a premissa para que transações possam ser desfeitas.

Bola de Cristal?

Nesse caso, a ausência de cláusula prevendo risco político no contrato não foi consequência de nenhuma bola de cristal, mas uma moeda de troca. Isso porque a XP abriu mão do processo de abertura de capital, com o qual esperava captar de R$ 12 bilhões a R$ 15 bilhões no curto prazo. Fora do IPO, os sócios da XP se viram à frente de uma série de exigências contratuais e terão de aguardar o aval do Cade e do Banco Central para a concretização do negócio e recebimento dos recursos, que podem sair somente em 2018.

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