Riscos à União com Eletrobras serão alvos de investigação

Anne Warth

19 de maio de 2020 | 04h18

Brasília, 19/05/2020 – O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União apresentou representação para que o órgão investigue as vulnerabilidades da União em relação à governança da Eletrobras. O motivo é a exclusão da empresa do rol de investimentos do Fundo Soberano da Noruega, o maior do mundo, com US$ 1 trilhão em ativos. Anunciada na semana passada pelo Norges Bank, a decisão levou em conta o “risco inaceitável” da companhia ao contribuir para danos ambientais e violações de direitos humanos na construção da usina de Belo Monte, no Pará.

Prejuízo. Na representação, obtida com exclusividade pela Coluna, o subprocurador-geral Lucas Furtado afirma que a decisão do Norges acarreta a desvalorização das ações da companhia, da qual a União é sócia majoritária. Isso pode prejudicar a expectativa de sucesso da futura operação de privatização da estatal e, consequentemente, trazer prejuízos à companhia e ao próprio governo.

Desastre. “Dessa forma, compete à Corte de Contas verificar a situação provocada pela Eletrobras que culminou na desastrosa decisão do Fundo Soberano da Noruega, a acarretar prejuízos à estatal, bem como à própria União, na qualidade de ente controlador e interessado na privatização, em breve, de uma companhia que agora tem sua imagem comprometida no mercado internacional”, diz a representação.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

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