Roadshow de oferta da JBS pode começar dia 13/01

Roadshow de oferta da JBS pode começar dia 13/01

Fernanda Guimarães

31 de dezembro de 2019 | 04h00

REUTERS/Paulo Whitaker

As primeiras reuniões com investidores, no chamado roadshow, para a oferta subsequente (follow on) do frigorífico JBS para venda de parte das ações detidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estão programadas para começar entre os dias 13 e 20 de janeiro. Já a precificação da ação, conforme o cronograma preliminar, deve ocorrer no fim do mês. Na oferta, o banco de fomento venderá metade de sua participação de 21%, em uma operação que deverá somar aproximadamente R$ 8 bilhões. A ideia é dar tração a esse processo e evitar concorrência com outras ofertas de ações que já estão na fila. Para o martelo ser batido em relação à data, ainda faltam ser vencidas algumas diligências. Uma das necessidades para vendas acima de R$ 1 bilhão, por exemplo, é o aval do conselho de administração. O colegiado do BNDES, no entanto, já indicou ser favorável à operação. Em 2019, a ação da JBS já subiu 122%, e fechou esta segunda cotada em R$ 25,80. O pico histórico do papel foi em setembro, quanto bateu os R$ 33,20.

À frente. Em janeiro, será vendida, assim, metade da posição, mas o planejamento é que o banco de fomento termine 2020 sem nenhuma ação da JBS, da família Batista. Coordenam a oferta o Bradesco BBI (líder), o BTG Pactual, o Bank of America, o Itaú BBA e o UBS. Neste mês, o BNDES deu largada em seu processo de enxugamento da carteira de mais de R$ 100 bilhões em renda variável e se desfez das ações detidas na Marfrig, colocando R$ 2 bilhões no caixa. Procurados, JBS e o BNDES não comentaram.

Quente. Para 2020, a previsão é de que, incluindo as ofertas subsequentes e iniciais (IPOs, na sigla em inglês), o volume de emissões de ações na B3 alcance R$ 120 bilhões, marcando novo recorde para o mercado de renda variável no Brasil. Neste ano, o volume de ofertas de ações na B3 encostou em R$ 90 bilhões.

Saiba mais: Empresas fazem fila e oferta de ações pode somar R$ 120 bi em 2020, em novo recorde

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