Saída da Estáter da Unipar foi motivada pela volta de Frank Geyer

Coluna do Broadcast

28 Setembro 2017 | 19h28

A saída da butique de investimentos Estáter da gestão da Unipar Carbocloro, do setor químico, anunciada essa semana, tem um motivo específico: o empresário baiano Frank Geyer. Ele deixou o controle da empresa após se tornar delator da Operação Lava Jato, mas decidiu voltar ao comando. A Estáter, que havia sido contratada há pouco mais de um ano, bateu pé e não aceitou o seu retorno, que poderia causar estranhamento junto aos credores da Unipar.

Dura na queda
A Estáter, que já poderia deixar o comando da Unipar caso a operação para fechamento de capital da empresa não fosse adiante, como ocorreu, não aceitou mudar os termos do acordo de gestão. Geyer exerceu uma opção contratual e exigiu voltar ao controle da empresa. Pelo acordo, a Estáter poderia ficar até 2022 à frente da Unipar. Com a decisão de Geyer, o comando muda no fim do ano.

Implicações
A troca de comando poderá resultar em implicações graves para a Tecsis, fabricante de pás para turbinas eólicas que tem Unipar e Estáter como acionistas. Geyer tem dito que não pagará os R$ 55 milhões que a Unipar deve à Tecsis, o que vai agravar a já difícil situação financeira da companhia. Procuradas, Estáter e Unipar não comentaram.

Siga a @colunadobroad no Twitter