Santander e Bonsucesso avançam em negociações da Olé

Santander e Bonsucesso avançam em negociações da Olé

Coluna do Broadcast

02 de maio de 2019 | 04h00

Os sócios Santander Brasil e o mineiro Bonsucesso estão próximos de terminar o casamento anunciado há quase cinco anos e que deu origem à Olé para explorar crédito consignado, aquele com desconto em folha de pagamento. A expectativa das partes é de que a venda da fatia da Pentagna Guimarães, tradicional família de banqueiros de Minas Gerais, para o espanhol saia no começo do segundo semestre deste ano. O Bonsucesso informou em março último que exerceria a opção de venda de sua participação de 40% na Olé, conforme previsto em contrato. Falta definir, sobretudo, quanto vale tal fatia, que depende do fechamento do balanço do primeiro semestre. Por ora, o que se discute são os critérios de avaliação.

Quanto custa? É provável que o preço da fatia do Bonsucesso na Olé seja estabelecido com base no fluxo de caixa descontado, ou seja, a capacidade de geração de resultados futuros mediante uma taxa de desconto, método bastante comum para calcular o valor de empresas em transações de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês). O Santander está na mesa com sua própria equipe e a família Pentagna Guimarães conta com a assessoria do Credit Suisse.

Multiplicou. O fim da parceria se dará em meio ao alcance da meta estabelecida pela joint venture para cinco anos por parte apenas do banco e bem antes do previsto. O Santander Brasil bateu 10,2% de market share no crédito consignado em fevereiro último, com mais de R$ 35,6 bilhões em carteira. Ao se unirem, os dois criaram uma empresa de R$ 2,4 bilhões, em 2015, que dobrou de tamanho um ano depois e mirava 10% de participação até 2021.

Enterrou. A venda da fatia da família Pentagna Guimarães ao Santander enterra de vez a ideia aventada no passado de listar as ações da Olé Consignado na bolsa brasileira. O presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, afirmou, em coletiva de imprensa essa semana que espera que a compra da fatia do Bonsucesso na Olé seja concluída ainda este ano. Procurado, o BS2 (ex-Bonsucesso) informou que a participação na joint venture é detida diretamente pelos acionistas e o banco não tem nada a comentar a respeito.

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