Santander pode ter Rial no comando global

Santander pode ter Rial no comando global

Coluna do Broadcast

17 de fevereiro de 2019 | 04h00

A desistência da indicação de Andrea Orcel para capitanear globalmente o conglomerado espanhol Santander acendeu os holofotes para o nome de um brasileiro: Sergio Rial. Tanto dentro como fora da instituição no Brasil, o executivo é tido como um dos principais candidatos para a vaga. Há motivos de sobra para darem seu nome como certo. Em três anos, a filial brasileira engordou seu lucro em R$ 6 bilhões, o dobro da cifra até então apresentada. Com o resultado, retornou ao posto de principal fonte de recursos para o grupo espanhol depois de dois anos atrás do Reino Unido. O Santander no Brasil também conseguiu, ao menos por ora, subir para a posição de segundo banco mais rentável do País, deixando o Bradesco para trás e encostando no líder Itaú Unibanco.

Eu nego. Há quem diga, entretanto, que justamente a fortaleza que Rial desabrochou na unidade brasileira poderia barrá-lo de dar saltos maiores no grupo espanhol. Logo após o recuo em relação ao nome de Orcel, com José Antonio Álvarez voltando a acumular o posto de CEO do Santander e vice-chairman, Rial correu para tranquilizar a alta cúpula do banco no Brasil. Afirmou que não está de saída e, antes de partir, precisa dizer sim, caso o convite seja feito.

Pedágio. Antes de qualquer passo, Rial tem de preparar seu sucessor. Por ora, nenhum programa oficial está instalado. Mas a cabeça do executivo, de 58 anos, já pode ter alguém. O banco tem 11 vice-presidentes no total. Desde que assumiu o comando da instituição, em janeiro de 2016, Rial indicou três desses executivos.

Curriculum vitae. Além dos três anos de Santander, Rial tem larga experiência no mercado. Por 18 anos, foi do Conselho de Administração do ABN Amro, CEO do grupo holandês na Ásia e, ainda, diretor do banco de investimentos norte-americano Bear Stearns. Além disso, passou pela Cargill, comandou a Marfrig e ainda integrou o Conselho de Administração de várias companhias de peso. A cereja do bolo: é adorado por Ana Botín, chairman do Santander. Procurado, Sergio Rial confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não deixará a operação brasileira.

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