Saúde e tech são “os queridinhos” dos mercados, diz Bruno Saraiva, do Bofa no Brasil

Saúde e tech são “os queridinhos” dos mercados, diz Bruno Saraiva, do Bofa no Brasil

Cynthia Decloedt

12 de março de 2021 | 18h37

Os setores de saúde e tecnologia são o centro das atenções globalmente entre investidores e esta é uma tendência que pode durar alguns anos, na opinião do co-responsável pelo Banco de Investimento do Bank of America no Brasil, Bruno Saraiva. “São os dois setores em que há mais interesse global e esperávamos há tempos por essa onda no Brasil”, diz Saraiva.

Estão em análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) oito ofertas iniciais (IPO, na sigla em inglês) de empresas relacionadas ao segmento de saúde. Segundo Saraiva, o setor é queridinho do mercado neste momento e, à despeito da elevada quantidade de companhias à espera de autorização para ingressar na bolsa, a expectativa é de que haja espaço para que as ofertas sejam absorvidas.

“Há uma atenção global para o setor de saúde, especialmente as companhias que apresentam um histórico robusto e uma sólida expectativa de crescimento e retorno”, diz.

Saraiva nota que a movimentação de investidores em torno do setor de saúde no Brasil é crescente, especialmente junto às companhias com um plano de expansão bem estruturado, margem e retorno. “O que está por trás da atratividade que o setor de saúde exerce entre os investidores é o envelhecimento da população”, diz.

Em tecnologia, Saraiva lembra que muitas companhias estão em fase de consolidação e que é, portanto, um segmento em progressão nas ofertas. “Vemos ainda muitas empresas de tecnologia passando por rodadas privadas de captação de importantes investidores dedicados locais e estrangeiros que antecedem a abertura de capital em bolsa. Essas companhias podem vir em breve a acessar o mercado”, observa.

De toda a forma ele chama a atenção para o aumento de oferta de tecnologia na bolsa brasileira desde o ano passado, suportada por uma comunidade de investidores locais e estrangeiros interessados no setor.

Saraiva, assim como a maior parte dos executivos que estão à frente das ofertas de ações que chegam à bolsa, é bastante otimista com o desempenho da fila de companhias que buscam listagem. “A despeito da volatilidade das últimas semanas, continuamos super construtivos, o mercado segue forte, com potencial de atração de locais e estrangeiros”, afirma.

Ele acredita que o volume de ofertas em bolsa facilmente superará o ano de 2020, de recorde de cerca de R$ 120 bilhões. Sua aposta é que algo como R$ 160 bilhões seja factível neste ano.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 12/03/2021 às 08:15

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