Segundo semestre pode ter quase 10 brasileiras nas Bolsas norte-americanas

Segundo semestre pode ter quase 10 brasileiras nas Bolsas norte-americanas

Cynthia Decloedt, Altamiro Silva Junior e Cristiane Barbieri

20 de julho de 2021 | 05h00

Operador de Bolsa nos EUA. Foto: EFE/Justin Lane

O segundo semestre deve ser marcado pela oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de até 10 empresas brasileiras em Bolsas nos Estados Unidos. Entre elas, Elo Cartões, a provedora de infraestrutura para comércio eletrônico Vtex, a plataforma de criadores de conteúdo Hotmart, a empresa de pagamentos Ebanx e, a grande estrela, o banco digital Nubank. Já a insurtech Thinkseg deve ser a primeira brasileira a fazer uma listagem direta de ações, ou seja, sem depender de bancos de investimento, na Nasdaq. Em comum, todas têm a forte pegada digital – sendo algumas delas unicórnios. Muitas destas empresas vinham se preparando há algum tempo e veem um bom momento para se lançarem no exterior agora.

Apesar de o Nubank buscar o valor de mercado mais alto, de US$ 30 bilhões, todas as companhias têm a pretensão de valerem pelo menos alguns bilhões de dólares. As captações serão, de maneira geral, em torno de US$ 300 milhões – mais de R$ 1,5 bilhão.

A ausência de investidores locais dedicados a segmentos específicos é o grande incentivo para essas companhias irem ao exterior. Lá, encontram especialistas com capacidade de melhor analisarem suas perspectivas de crescimento e chegarem a um valor de mercado mais alto. Além disso, com a nova regulação dos Brazilian Depositary Receipts (BDRs), ainda têm acesso aos investidores institucionais brasileiros.

EUA atraem por ter critérios de avaliação mais favoráveis

Outro fator para a listagem em Wall Street é a métrica de avaliação diferente. Enquanto no Brasil, poucos olham companhias avaliando múltiplos de receita, lá fora é bem mais comum, o que tende a atribuir maior valor para a empresa. No mercado doméstico, a conta acaba envolvendo os múltiplos de lucro e geração de caixa.

Esta semana, por exemplo, a Zenvia, empresa de soluções de tecnologia, vai precificar uma oferta na Nasdaq que pode chegar a US$ 199 milhões. A expectativa é que o processo ocorra amanhã. Em paralelo ao IPO, a Zenvia fechou um aporte privado com a Twilo, plataforma norte-americana de comunicação em nuvem, de US$ 50 milhões.

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 19/07/2021, às 18h27.

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