Sem juro zero nos EUA, com eleições no Brasil e crise na Ucrânia, emissores brasileiros se retraem

Sem juro zero nos EUA, com eleições no Brasil e crise na Ucrânia, emissores brasileiros se retraem

Cynthia Decloedt

15 de fevereiro de 2022 | 06h00

Foto: Clayton de Souza/Estadão

O fim da era do juro zero nos Estados Unidos, a eleição polarizada no Brasil e as ameaças de invasão militar da Ucrânia devem fazer de 2022 o ano de menor volume em captações externas desde 2018, quando as empresas nacionais buscaram cerca de US$ 14 bilhões lá fora.

De cerca de 15 empresas que pretendiam fechar captações em janeiro, só seis conseguiram. Agora, a perspectiva é que algumas aproveitem oportunidades de mercado, a partir de março. Segundo o responsável pela área de renda fixa internacional do Itaú BBA, Pedro Frade, entre cinco e sete emissores serão bem sucedidos do fim de fevereiro até maio.

Depois disso, só após as eleições. Frade prevê que o volume de bonds emitidos por empresas brasileiras fique entre US$ 14 bilhões e US$ 15 bilhões, equivalente ao total levantado em 2018, também ano eleitoral.

O mercado no exterior anda nervoso com a esperada alta no juro norte-americano. De acordo com o responsável pelo mercado de dívida do Citi, Cláudio Matos, os investidores estão seletivos e preocupados com a volatilidade.

O responsável pela área de mercado de capitais de dívida (DCM, na sigla em inglês) no Brasil do Bank of America, Caio de Luca, aposta numa queda histórica de volatilidade após o Fed (a autoridade monetária nos EUA) começar a elevar o juro.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 14/02, às 18h23.

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