Shoppings amargam perdas de 68,7% nas vendas, mas pior já passou

Shoppings amargam perdas de 68,7% nas vendas, mas pior já passou

Talita Fernandes

23 de junho de 2020 | 05h10

Praça de alimentação vazia. Crédito da foto: Ina Fassbender / AFP

A crise provocada pelo coronavírus provocou queda de 68,7% nas vendas dos shoppings no País, considerando os resultados desde a chegada da pandemia – entre 2 de março e 14 de junho de 2020 frente ao mesmo período de 2019 – de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Apesar do rombo, a boa notícia é que o pior momento já passou, na visão de representantes do setor.

Segundo Glauco Humai, presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o fundo do poço para o setor foi em meados de abril, quando a queda de faturamento foi de 87%. As perdas têm se reduzido a cada semana, mesmo com horários e capacidade reduzida. No fim de semana do Dia dos Namorados, por exemplo, as vendas foram “só” 26% menores do que na mesma data comemorativa do ano anterior.

País tem 79% dos shoppings reabertos

O País tem hoje 448 shoppings reabertos, o que representa 79% do total. No começo de abril, todos os estabelecimentos estavam fechados. Com a reabertura, lojas de telefonia e eletrodomésticos têm conseguido arcar com os custos e atingir algum lucro. Outras empatam e há quem esteja em dificuldade de cobrir despesas com o movimento reduzido.

Humai afirma que manter o funcionamento reduzido a 8 horas em algumas cidades e a 4 horas em outras, como em São Paulo, não é sustentável. O setor já flexibilizou R$ 3,5 milhões em cobranças aos lojistas, seja por meio de reduções ou adiamentos de aluguéis, taxa de condomínio e fundo de promoção. De acordo com ele, porém, dinheiro acabou. As empresas do setor estão buscando linha de crédito junto ao BNDES. Nem os grandes grupos nem os pequenos lojistas conseguiram acessar os empréstimos.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

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