Shoppings da Brookfield são alvo de Iguatemi e rivais

Shoppings da Brookfield são alvo de Iguatemi e rivais

Circe Bonatelli

15 de outubro de 2021 | 05h15

Shopping em tempos de covid-19. Crédito da Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Setor de shoppings deve passar por consolidação  Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Aprovada na quarta-feira, a fusão da Iguatemi com a Jereissati Participações, seu acionista controlador, vai abrir espaço no balanço do novo grupo para dar andamento à estratégia de consolidação do mercado, por meio da aquisição de shoppings. Para isso, porém, a Iguatemi terá de correr e superar a concorrência das rivais Multiplan, Aliansce Sonae e BrMalls, entre outros investidores que também miram a compra de ativos.

O comentário no mercado é que o principal alvo da Iguatemi é o portfólio da canadense Brookfield, que inclui quatro shoppings: Higienópolis, Pátio Paulista e Riosul – voltados para as classes A e B, nicho do Iguatemi – e o Madureira – voltado para consumidores de renda média. A multinacional detém participação majoritária em todos.

A Brookfield vem se desfazendo do seu portfólio de shoppings nos últimos anos. A venda mais recente foi da participação minoritária no Shopping Leblon para a Aliansce Sonae. Todas as grandes companhias do setor já sondaram os centros de compra remanescentes, mas a pandemia atrapalhou os planos, quando impediu a projeção do valor estabilizado dos ativos pelo fechamento do número de compras, segundo fontes do mercado.

Daqui em diante, entretanto, as chances de destravar os negócios são crescentes, com o pior da crise sanitária ficando aos poucos para trás. Além disso, o desempenho dos empreendimentos já está bastante próximo ao de 2019, antes de a covid se espalhar.

Questionado sobre o assunto pela Coluna, o head de real estate da Brookfield Asset Managment, Roberto Perroni, disse que não há negociação firme correndo neste momento. “Fizemos um processo de venda, mas demos uma parada”, disse. Os últimos meses foram dedicados a ajustar o mix de lojistas, com a troca de comerciantes que sofreram na crise por marcas mais resilientes. A vacância no portfólio da Brookfield está em torno de 5%, com perspectiva de estabilização do lucro operacional (NOI, na sigla em inglês) no começo do ano que vem, segundo Perroni.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 14/10/2021 às 13h21.

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