Sócios da Empiricus avançam em aquisição para criar corretora

Sócios da Empiricus avançam em aquisição para criar corretora

Coluna do Broadcast

31 de janeiro de 2018 | 05h00

Alguns sócios da Empiricus, casa independente de análise de investimentos, estão prestes a ter a sua própria corretora de valores. O movimento ocorre em paralelo à compra da também corretora Uniletra das mãos do grupo capixaba Dadalto. O negócio já está em due dilligence, mas nenhum contrato ainda foi assinado. A ideia em fazer uma aquisição por meio dos sócios, e não pela Empiricus, é garantir que a casa de análise seja entendida pelos seus assinantes como independente. E é esse desenho final que os sócios estão terminando de delinear. Tendo essa preocupação em vista, a Empiricus chegou a fazer, no ano passado, uma pesquisa com sua base de assinantes sobre a possibilidade da criação de uma corretora e o resultado foi positivo, apesar de ter gerado dúvidas entre muitos clientes, que se posicionam contra o movimento.

Alternativa
O interesse na Uniletras seria apenas em relação ao CNPJ. Isso porque a corretora não tem mais quase clientes e montar algo do zero, além da demora, daria mais trabalho. Sócios da Empiricus tentaram se aliar a casas grandes, mas ainda não conseguiram que sua base, atualmente de 180 mil assinantes, servisse de passaporte para o salto. Sem sucesso, tiveram de partir para um peixe pequeno. A investida de sócios da Empiricus ocorre em um momento de consolidação das corretoras. Hoje, são 75 players, ante 95 há cinco anos, de acordo com dados do Banco Central.

Incógnita
A dúvida que sempre pairou no mercado é em relação à postura que a Empiricus adotaria ao atuar como corretora. Uma das possibilidades é não cobrar dos assinantes da casa, que são alvos naturais, taxas por operação e, assim, evitar o tradicional conflito de interesse entre a área de análise (research) e de corretagem.

Mudança
A Empiricus ganhou mercado com um perfil mais “polêmico” em seus comentários e análises e sempre se apoiou no fato de seus relatórios serem totalmente independentes de bancos ou corretoras. A Associação de Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) chegou a suspender três de seus analistas, incluindo o sócio Felipe Miranda, por 30 dias, no final de 2017. Com uma corretora, os sócios da Empiricus trocam o chapéu de “publishers” e passam a ficar sob o guarda-chuva dos reguladores do mercado financeiro. Procurada, a Empiricus informou que não confirma nenhuma compra.

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