Startup de construção de casa sob demanda tenta atrair investidores

Startup de construção de casa sob demanda tenta atrair investidores

Circe Bonatelli

02 de junho de 2022 | 05h40

Imagem ilustrativa de casa de projeto concebido pela Griffon   Fonte: Griffon

A Griffon, primeira incorporadora que trabalha no modelo on demand no Brasil, está dando largada a uma série de reuniões com agentes de mercado atrás de uma rodada inicial de investimentos. Diferentemente das empresas tradicionais de construção, que compram terreno, licenciam projetos, erguem as casas e só depois as colocam à venda, a startup chega com a proposta de erguer moradias sob demanda, sem a necessidade de carregar todos os ativos.

O cliente da Griffon pode escolher a planta da casa própria entre alguns modelos de projetos já pré-concebidos pela empresa. É possível ajustar o tamanho do imóvel e escolher o material de acabamento. A startup também conta com um banco de dados de terrenos disponíveis na região desejada. Aí é questão de unir as duas pontas: o dono do terreno ao futuro dono da casa pronta.

Quando esse encontro dá certo, a startup fecha um contrato entre as partes e sai para a captação de recursos para a obra junto a um banco parceiro. Trabalha, concomitantemente, na oferta do financiamento para esse comprador. O cliente tem de pagar 10% do valor do imóvel na largada mais prestações mensais ao longo da obra. Na entrega das chaves, o cliente é repassado para o banco.

Primeiros projetos estão concentrados em regiões nobres da Grande SP

O maior risco da operação está numa eventual inadimplência dos contratantes, uma vez que a startup fica com a dívida junto ao banco durante a fase de aprovação do projeto na prefeitura (duração estimada de três meses) e a fase da obra (oito meses). Mas o imóvel em construção fica como garantia.

Os primeiros projetos da Griffon estão concentrados na Granja Viana e em Alphaville, regiões nobres da Grande São Paulo. Cada casa sai na faixa de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões. A startup foi lançada oficialmente no último mês e tem três unidades contratadas. A meta é contratar 12 por mês até o fim deste ano.

Por trás do negócio estão dois sócios: Murillo Morale, que já trabalhou na Decorati, startup de reformas em larga escala vendida para a Loft em 2019; e Felipe Cresciulo, fundador da dark kitchen Alecrim, vendida para o grupo Egeu em 2018, e ex-líder do laboratório de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid Lab).

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 01/06/22, às 16h35

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