Startups começam a explorar negócios usando impressão 3D na saúde

Startups começam a explorar negócios usando impressão 3D na saúde

Luísa Laval

26 de fevereiro de 2022 | 10h00

Órtese desenvolvida pela Fix It  Foto: Fix It/Divulgação

Startups brasileiras tentam montar modelos de negócios e correm atrás de aportes que coloquem em pé iniciativas em impressão 3D. A Fix It, empresa nordestina que começou produzindo órteses que substituem o gesso, mudou a prioridade e hoje vende a própria licença de impressão para ortopedistas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, ou seja, o próprio profissional tem a impressora e os softwares em sua clínica.

A Fix It vende licenças para impressão 3D em quase todos os Estados: falta só o Amapá. A empresa cobra R$ 500 por mês pelo uso da plataforma, além de um treinamento que varia de R$ 5 mil a R$ 6 mil.

A startup pretende fazer uma rodada Series A no fim do ano para captar US$ 4 milhões. Segundo o CEO e cofundador da Fix It, Felipe Neves, 2023 será o ano de expansão para a América do Norte e Europa. Até agora, ela já recebeu aportes de R$ 2,3 milhões de investidores como ACE Startups, GR8 Ventures e Hospital Albert Einstein.

Enxertos sintéticos

Outra da área de 3D é a Plenum, que produz implantes odontológicos. A empresa recebeu há duas semanas autorização da Anvisa para iniciar testes clínicos para enxertos ósseos sintéticos, personalizados e empregando tecnologia de impressão 3D de biocerâmicas.

Fundada por um grupo de cirurgiões-dentistas e pesquisadores da área da implantodontia, a empresa tem uma carteira com mais de 1,8 mil dentistas. Já vendeu 25 mil implantes desde 2019, quando foi lançada. O expectativa é atingir 8 mil clientes em quatro anos.  A empresa tem planos de desenvolver estruturas para crânio, ortopedia médica, cirurgia plástica e dermatologia.

O relatório “O Futuro do Trabalho”, do Fórum Econômico Mundial, aponta que 41% das companhias em todo o mundo pretendem investir em impressão 3D até 2022. No Brasil, essa marca chega a 49%. Além disso, o documento destaca que os setores que mais devem investir em impressão 3D são: transporte (61%), química e biotecnologia (58%), óleo e gás (57%) e saúde (53%).

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 25/02/22, às 16h08.

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