Steinbruch quer toda LafargeHolcim no Brasil, mas só se for com desconto

Steinbruch quer toda LafargeHolcim no Brasil, mas só se for com desconto

Wagner Gomes

02 de maio de 2021 | 05h00

 

 

O interesse de Benjamin Steinbruch de comprar a LafargeHolcim no Brasil é grande. Mas ele quer toda a operação para aumentar sua participação no mercado nacional, no qual a CSN Cimentos tem apenas cerca de 5%. Conhecido por sua habilidade nas negociações, porém, ele busca um desconto agressivo, mesmo com dinheiro na mão por conta dos bons resultados de suas operações com aço. A multinacional franco-suíça tem dez fábricas no Brasil. A intenção de vender os negócios por aqui foi comunicada à filial brasileira, que tem 10% do mercado, há algumas semanas. O banco Itaú BBA foi contratado para conduzir o processo de venda.

Líder do setor, a Votorantim Cimentos não pode nem pensar em fazer uma oferta. Com 35% do mercado, teria a compra barrada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a não ser que se desfaça de algum ativo que já possui atualmente.

Na vice-liderança do setor, com 16% de participação, a InterCement não quer ficar de fora. Porém, precisa melhorar sua estrutura de capital e pagar dívidas, o que significa fazer uma oferta para comprar a empresa em blocos. A LafargeHolcim tem operações no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

Venda no Brasil deve gerar R$ 1,4 bilhão à multinacional


Oficialmente, a LafargeHolcim não fala sobre o negócio, que renderia à empresa mais de US$ 1,4 bilhão. A ideia é usar os recursos em uma outra unidade no exterior, para diversificar a atividade da indústria de cimento ou fazer investimentos para reduzir emissões. O impacto da poluição na Europa, por exemplo, pesa diretamente no valor das ações.

Apesar de a produção de cimento no País ter crescido 11% no ano passado, o setor não se recuperou totalmente do tombo de períodos anteriores. Alguns fornos ainda estão em hibernação. Em média, a volta completa das operações quando há paralisações leva de 3 meses a um ano e o custo chega a R$ 10 milhões.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 30/04, às 19h13.

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