Suno Asset compra fundo de ações da Mauá, de Luiz Fernando Figueiredo

Suno Asset compra fundo de ações da Mauá, de Luiz Fernando Figueiredo

Altamiro Silva Junior

15 de dezembro de 2021 | 05h10

Figueiredo anunciou, em setembro, uma reestruturação nas carteiras da Mauá Foto: Werther Santana/Estadão

A gestora Suno Asset está comprando o fundo de ações da Mauá Capital, empresa de gestão de recursos criada pelo ex-diretor do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo. Com 8,5 mil cotistas, a carteira tem R$ 50 milhões em patrimônio, além de ser distribuída em 22 plataformas para investimentos, como a da XP, BTG Pactual, Órama e Necton. A Mauá está fazendo uma reestruturação na gestão de recursos e quer se focar na economia real.

O valor da compra não foi revelado e a operação ainda depende de trâmites legais, como a realização pela Mauá de uma assembleia com os cotistas do fundo, que foi convocada ontem e deve acontecer na virada do ano ou começo de 2022. Se tudo der certo, a expectativa é que a Suno assuma a gestão do fundo em fevereiro.

O diretor de investimentos da Suno Asset, Vitor Duarte, conta que ao levar o fundo da Mauá, “em um estalar de dedos”, a gestora terá acesso à plataforma de distribuição da gestora de Figueiredo, com os 22 nomes, além de ter a chance de dobrar seus recursos em ações. O fundo vem nas últimas semanas vendendo ações e praticamente concentrando seus aportes no BOVA11, fundo de índice que replica o Ibovespa.

A Suno já tem uma carteira própria de ações, de R$ 50 milhões, lançada em julho. Por mais que o mercado esteja muito ruim nas últimas semanas, o fundo tem conseguido cair menos que o Ibovespa e subir mais quando o índice sobe, conta Duarte. E agora, na baixa, é a hora de comprar ações e apostar na renda variável, destaca o gestor. Por isso o interesse em expandir a atuação e trazer o fundo da Mauá. No total, a gestora tem R$ 700 milhões em recursos.

Já a Mauá, que tem R$ 5 bilhões em ativos, anunciou em setembro uma reestruturação em suas carteiras e está reduzindo a área de multimercado e ações, fundos que não estão conseguindo entregar o retorno esperado aos cotistas. O objetivo da gestora de Figueiredo agora é focar mais na economia real, como infraestrutura e o mercado imobiliário, área em que a Suno tem serviços para investidores que buscam fundos imobiliários.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 14/12/21, às 07h00.

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