Taesa quer papéis verdes para projetos até 2022

Taesa quer papéis verdes para projetos até 2022

Coluna do Broadcast

09 de agosto de 2019 | 04h00

A Taesa, uma das maiores elétricas do País focada em linhas de transmissão, pretende usar debêntures de infraestrutura com selo de responsabilidade ambiental, também chamadas de “greenbonds”, para financiar projetos em construção e que têm obrigação junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de estarem operacionais entre o final de 2021 e 2022. Uma primeira emissão dessas debêntures está prevista para o final de setembro, com valor de R$ 450 milhões e vencimento em 2025. A emissão foi aprovada em conselho e a Taesa busca agora a certificação de título verde. Outras debêntures verdes são estudadas, mas as emissões devem acontecer ao longo dos investimentos.

Destino. Ao todo, são quatro projetos de linhas de transmissão, que somam investimentos de cerca de R$ 2,5 bilhões. Em três deles – Aimorés, Paraguaçu e Ivaí – a Taesa tem como sócio da ISA Cteep. O quarto projeto é localizado em Minas Gerais da transmissora de Janaúba, tendo somente a Taesa como participante. Na divulgação de seu balanço do segundo trimestre, o presidente da companhia, Raul Lycurgo Leite, afirmou que a Taesa trabalha com uma “perspectiva concreta” de entrada de operação de Janaúba, Aimorés e Paraguaçu antes do prazo estipulado pela Aneel.

Bom uso. Ao receber a certificação de título verde, a companhia é obrigada a direcionar os recursos para projetos comprovadamente sustentáveis do ponto de vista ambiental, o que é verificado ao longo do projeto. A Taesa já emitiu R$ 210 milhões em debêntures verdes em maio para três projetos.

Antenados. O Brasil já emitiu US$ 11,3 bilhões em títulos alinhados ao clima no mercado local e externo, e os verdes respondem por US$ 4,1 bilhões, de acordo com dados do Climate Bonds Initiative, que tem trabalhado junto a autoridades brasileiras e o setor privado há anos para os greenbonds.

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