TCU abre processo sobre venda de ações da BRF por fundos de pensão

TCU abre processo sobre venda de ações da BRF por fundos de pensão

Cynthia Decloedt

08 de julho de 2021 | 05h15

Previ vendeu 24,23% de sua participação na BRF para a Marfrig  FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu processo administrativo para analisar a venda de ações da BRF por fundos de pensão. Em maio, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) vendeu 24,23% de sua participação na empresa de alimentos, em leilão na B3 por R$ 651 milhões. A Marfrig, concorrente da BRF, foi a compradora.

A fatia vendida pela Previ corresponde a um terço do que tinha na BRF. Ao confirmar a venda, a Previ informou que optou pelo movimento para adquirir títulos públicos de longo prazo (NTN-B) e dar mais estabilidade ao Plano 1 de previdência de seus funcionários, que já está em fase madura.

A venda dos papéis foi interpretada como um primeiro passo na direção de fusão da BRF com a Marfrig. A Previ informou também na ocasião que soube, só após o leilão, que a Marfrig era a compradora. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também investiga o caso.

Em junho, a Marfrig comprou mais ações da BRF em leilão na Bolsa, e aumentou sua participação a 31,66%. O vendedor nesta segunda operação não foi identificado. Procurada, a Previ informar desconhecer a informação e que portanto não poderá comentar.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 07/07/2021, às 18h24.

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