TIM ficará com maior parte da Oi na compra em parceria com Vivo

TIM ficará com maior parte da Oi na compra em parceria com Vivo

Circe Bonatelli

12 de março de 2020 | 04h33

A divisão da rede móvel da Oi entre a TIM e a Telefônica não vai ser feita em fatias iguais. Para a transação ficar de pé, a maior parte dos ativos da Oi vai ficar com a TIM, de acordo com entendimento prévio entre as empresas. A divisão desigual será necessária para evitar que a Telefônica (dona da marca Vivo), que já é a líder de mercado, fique ainda mais distante das concorrentes e acabe sendo impedida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de efetivar o negócio. A dupla ainda não fechou, exatamente, quanto cada uma vai levar nessa divisão. No mercado, especula-se que a TIM terá em torno de 60% a 70% do negócio.

Highway. A definição levará em conta a quantidade que cada tele possui de frequência – que é uma espécie de “rodovia no ar”, por onde trafegam os sinais de internet. Quanto mais frequência cada operadora detém, maior sua capacidade de cobertura e maior a qualidade do serviço. Mas há limites impostos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre a quantidade de “rodovias” que cada tele pode ter em cada região do Brasil. TIM e Telefônica estão compartilhando esses dados para chegarem a uma conclusão de qual seriam suas frações ideais.

Fregueses. Também será levado em consideração a carteira de clientes das operadoras. A Telefônica tem 33% de participação no mercado brasileiro de telefonia e internet móvel, seguida por TIM (24%) e Claro (24%), além da Oi, (16,2%). Até o momento, TIM e Telefônica fizeram apenas uma manifestação de interesse pela rede móvel da Oi, sem oferta vinculante. Procuradas, as empresas não se manifestaram sobre o tema.

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