Tim recebeu quatro ofertas firmes para parceria em nova empresa de fibra ótica

Tim recebeu quatro ofertas firmes para parceria em nova empresa de fibra ótica

Circe Bonatelli

07 de março de 2021 | 05h06

Foto: Tim/Divulgação

A TIM Brasil recebeu quatro ofertas firmes para a constituição da FiberCo, sua empresa de infraestrutura de fibra ótica, apurou a Coluna do Broadcast com fontes do mercado. Dois proponentes são investidores do ramo financeiro, entre os quais está um fundo gerido pelo BTG Pactual. Outros dois são empresas que já atuam no ramo de telecomunicações, caso da IHS, com quem a TIM fechou o acordo de exclusividade para avançar nas negociações.

Esse acordo de exclusividade vai durar três semanas e pode ser renovado. A IHS atua em mercados emergentes da África, do Oriente Médio e da América Latina e tem mais de 28 mil torres. Aqui no Brasil, quer ampliar o seu portfólio de infraestrutura.

No ano passado, a TIM havia assinado mais de 20 termos de confidencialidade com interessados em ingressarem na FiberCo. De lá para cá, a tele iniciou um trabalho de seleção dos mais aptos. O banco UBS é o assessor financeiro da operação.

“A oferta da IHS nos pareceu a mais interessante, mas não significa que, necessariamente, vamos fechar com eles. Dentro desse prazo, já saberemos se vamos assinar o acordo ou não”, afirma o diretor de relações com investidores da TIM, Adrian Calaza, em entrevista. “Ainda faltam muitos detalhes e aspectos”, diz, ao ser questionado sobre a fatia prevista para cada sócio.

Ele falou apenas das diretrizes da parceria na entrevista, sem comentar sobre outras propostas.

A criação de uma empresa para construção de redes de fibra ótica, ao lado de um parceiro, é uma aposta comum entre as operadoras. As concorrentes Vivo e Oi também têm iniciativas na mesma linha. O objetivo com isso é aliviar o peso de investimentos bilionários feitos a cada ano na expansão das redes, e ao mesmo tempo agilizar a implementação de banda larga no interior do País, onde há uma forte competição de provedores regionais.

Uma peculiaridade da FiberCo, da TIM, é que a empresa não será uma rede neutra, voltada a atender qualquer cliente de banda larga no atacado, como é o modelo das rivais. Em vez disso, será construída dentro do plano estratégico da própria TIM, que terá uso exclusivo nos primeiros anos, afirma Calaza.

Segundo ele, o modelo oferece mais sinergias para a companhia, especialmente como suporte para o desenvolvimento do 4G e do 5G, que também usam essas redes. O backbone e o backhaul – que são os principais eixos das redes – permanecerão com a TIM. O modem entregue aos clientes também será da operadora.

A FiberCo nascerá com a meta de levar a cobertura de fibra ótica por meio da tecnologia ‘fiber to the home’ (FTTH) para mais de 3 milhões de residências até o fim de 2023. Na largada, a nova empresa vai herdar as redes da TIM destinadas à prestação do serviço de banda larga – a TIM Live – com cobertura de 27 cidades e 600 mil clientes conectados.

O Broadcast apurou também que a FiberCo está sendo avaliada na ordem de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões, de acordo com fontes envolvidas nas negociações. O montante corresponde à estimativa para o seu valor patrimonial (equity value), isto é, a soma de todos os ativos menos os passivos da companhia. Calaza não comenta sobre o assunto.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 05/03/2021, às 17:33:40.

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