Track&Field amplia modelo de café em lojas

Track&Field amplia modelo de café em lojas

Talita Nascimento

16 de junho de 2022 | 05h30

Fred Wagner: conservadorismo em tempo de turbulência    Foto: Gladstone Campos/Track&Field

A Track&Field planeja manter em 2022 seu ritmo de expansão já visto nos últimos anos, com abertura de 35 a 40 lojas. No entanto, os planos de crescimento da companhia envolvem tornar-se mais multicanal. A companhia vai construir entre sete e oito espaços no formato “TF Experience Store”, focados em trazer uma experiência de compra diferenciada para o cliente. Aposta também em pequenos empórios, com itens de alimentação e bebidas para quem leva um estilo de vida saudável e consome os produtos da marca.

Essa estratégia se liga com o já anunciado plano de lançar a venda de produtos de terceiros em sua plataforma digital. Os produtos que fizerem sucesso nesses cafés devem ser vendidos pelos próprios fornecedores no shopping virtual da marca.

Esse modelo de empório, chamado TFC Food and Market, estará em três das lojas de experiência da marca. O formato  é uma evolução do modelo de cafeteria inaugurada em uma loja do shopping Iguatemi em 2021. O CEO da companhia, Fred Wagner, diz que o intuito da marca é se tornar referência no conceito de bem-estar. Por isso, é importante oferecer categorias complementares aos itens de vestuário da companhia. Além disso, nas lojas de experiência e cafés, deve haver indicação de serviços como de personal trainers e professores de ioga.

Shopping virtual com curadoria

A estratégia de trazer produtos que têm bom desempenho em cafés de lojas voltadas para experiência faz parte da lógica de um shopping virtual com curadoria. “Nosso marketplace não vai ter de tudo”, afirma Wagner. A estratégia é, de certa maneira, manter um refinamento. Hoje, de tudo o que a Track&Field vende online, 65% saem diretamente das lojas para o consumidor. A rede fatura o produto nas franquias que enviam o item ao consumidor e recebe os royalties sobre as vendas. Assim, as vendas online não se tornam uma fonte de canibalização da rede franqueada.

Esse movimento, segundo especialistas, costuma fazer sentido, pois a presença física da loja em determinada região ajuda a fortalecer a marca e leva, muitas vezes, o cliente a comprar digitalmente. Além disso, o fato de o produto sair das lojas que estão mais perto do endereço desse cliente faz a companhia economizar custos logísticos. Assim, faturar as vendas nas franquias faz com que todo o ecossistema se mantenha em pé.

Lucro da empresa subiu 176% no 1º trimestre

No passado, um suposto namoro entre a Track&Field e a Centauro movimentou o mercado, mas a empresa diz estar firme em seu plano de negócios e que não avalia fusões ou aquisições, seja como comprada ou compradora.

No primeiro trimestre, a Track & Field registrou lucro líquido de R$ 19,9 milhões, alta de 176,4% em relação mesmo período do ano anterior.

A receita líquida foi de R$ 112,5 milhões, com avanço de 76,6%. A empresa tinha em caixa e recebíveis de cartões R$ 121 milhões ao fim do trimestre. “A companhia economicamente está muito saudável, não temos dívida, geramos fluxo de caixa e distribuímos dividendos. Somos bem focados em sermos conservadores em uma País de muita turbulência”, afirma o CEO.

 

Este texto foi publicado no Broadcast no dia 13/06/22, às 12h20

O Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.

Para saber mais sobre o Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.