Três executivos da própria Eletrobrás estão na lista de candidatos à presidência

Três executivos da própria Eletrobrás estão na lista de candidatos à presidência

Anne Warth

17 de março de 2021 | 05h01

Fachada do prédio da Eletrobrás no centro do Rio de Janeiro. Foto: FABIO MOTTA /ESTADÃO

Três executivos da própria Eletrobrás estão entre as apostas para assumir a presidência da estatal no lugar de Wilson Ferreira Jr. Antonio Varejão Godoy é atualmente assistente da presidência da Chesf e foi ex-diretor de Geração da Eletrobrás. Ele começou a trabalhar na companhia em 1985 e foi presidente do Conselho de Administração de Belo Monte. Pedro Luiz de Oliveira Jatobá também está entre os cotados. Ele é atualmente o diretor de Geração da Eletrobrás e atua em empresas do grupo desde 1980. Presidente interina da companhia desde ontem, 15, a diretora Financeira e de Relações com Investidores, Elvira Cavalcanti Presta, também figura entre as apostas. O maior desafio para atrair executivos do setor privado é a remuneração da vaga, que é considerada baixa no mercado – cerca de R$ 58 mil mensais.

Há consenso de que o nome escolhido precisa ter familiaridade com o setor elétrico, mas também experiência na área financeira, dados os desafios da estruturação para viabilizar Angra 3 e o projeto de capitalização da companhia, enviado ao Congresso por meio de Medida Provisória.

Nomes já estão com Bolsonaro

O ministro Bento Albuquerque disse que o presidente Jair Bolsonaro já está analisando alguns nomes. Pelo estatuto da empresa, o novo CEO deve ser membro do conselho de administração. Logo, o primeiro passo seria a indicação, pelo MME, de um novo membro para o conselho, depois a aprovação do nome em assembleia, e, por fim, a posse no conselho e eleição como CEO.

O presidente do conselho da Eletrobrás, o oficial da reserva da Marinha Ruy Schneider, está fora da disputa. Ele foi nomeado coordenador da Comissão Temporária de Apoio ao Processo de Sucessão do Presidente da Eletrobras, além de ter uma outra restrição: já ultrapassou a idade limite de 75 anos definida nas políticas do grupo para a presidência da estatal.

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