Turbulência em fundos de recebíveis de crédito ainda está por vir

Cynthia Decloedt

19 de junho de 2020 | 04h20

O mercado de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), que investe em recebíveis de empresas, ainda não mergulhou na turbulência que desestabilizou outros mercados, como o de debêntures ou ações a partir do final de março, em decorrência da pandemia do novo coronavírus. A expectativa de alguns competidores do mercado de crédito podre, aqueles vencidos e não pagos, é que essa onda aconteça a partir do próximo trimestre, quando a inadimplência deve aumentar. Esses fundos terão de trazer a valor presente a taxa de retorno dos recebíveis.

Começou. Um exemplo é de FIDC de clientes da Light, que seguiu remunerando à taxa de CDI mais prêmio de 2,5% no auge da turbulência dos últimos meses, enquanto sua debênture foi para CDI mais prêmio de 7%. Quanto maior o risco, mais alto é o prêmio. Na linha de frente, devem estar os fundos que têm recebíveis de pessoas físicas, cartões de crédito e pequenas empresas.

contato: colunabroadcast@estadao.com

Siga a @colunadobroad no Twitter

Tudo o que sabemos sobre:

#fundosfidc

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: