Um ano após entrada no C6, JP Morgan vai oferecer serviços a clientes brasileiros

Um ano após entrada no C6, JP Morgan vai oferecer serviços a clientes brasileiros

Matheus Piovesana e Altamiro Silva Junior

07 de junho de 2022 | 05h15

Banco também quer atrair empresas de menor porte  Foto: Gabriela Bilo/ Estadão

Prestes a completar um ano do anúncio do aporte do JPMorgan no banco digital C6, em negócio aprovado pelo Banco Central em fevereiro, o neobanco brasileiro começa agora a oferecer produtos em parceria com o americano. Os clientes da conta global do C6 já podem sacar dinheiro na rede de caixas automáticos do JP, por exemplo, e outras parcerias devem vir, segundo o executivo responsável por produtos e pessoa física, Max Gutierrez. A plataforma de investimentos do C6 é uma das frentes em que a sociedade deve gerar novos frutos em breve.

Com o C6, o JP entrou na corrida das fintechs no mercado brasileiro, um mercado até aqui dominado por players locais. Nomes internacionais, como o inglês Revolut e o alemão N26, preparam-se para desembarcar no País. O maior banco americano, porém, optou por garantir espaço na pista com um nome nacional, e já estabelecido.

Banco digital tem 16 milhões de contas

Aos três anos de existência, o C6 está abrindo 1 milhão de contas por mês, chegando a 16 milhões no total. Ao contrário de outros concorrentes, que começaram ofertando produtos para a base da pirâmide e começam a buscar clientes de maior renda, o C6 entrou no mercado já de olho nos clientes mais endinheirados.

A grande maioria das novas contas é de pessoas físicas, mas o banco também quer atrair empresas de menor porte, com faturamento anual de até R$ 30 milhões. Ao mês, são 50 mil novas contas de pessoas jurídicas. Diferentemente da pessoa física, que gosta e quer tudo feito de forma digital, a PJ tem também a necessidade de assessoria humana. Por isso, o banco tem 80 agentes para lidar com esse público.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 06/06/22, às 17h24

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