Varejistas de São Paulo devem perder o Dia das Mães

Varejistas de São Paulo devem perder o Dia das Mães

Por Circe Bonatelli

28 de abril de 2020 | 10h26

Corredor vazio do Shopping Center Norte em São Paulo, que fecha as portas em meio a crise de pandemia do novo conoravírus – FOTO: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Mesmo com o relaxamento das medidas de isolamento contra o coronavírus em algumas regiões do País, o governo de São Paulo não pretende autorizar a reabertura do comércio no Estado antes de 10 de maio, quando expira o decreto vigente que limita as atividades. A postura do governo tem frustrado boa parte das associações de varejistas, que vêm pedindo permissão para reabrir as portas antes do Dia das Mães, em 10 de maio. A data comemorativa é a segunda maior em vendas do comércio, atrás apenas do Natal.

Vidas primeiro. O Secretário da Habitação, Flávio Amary, foi o interlocutor designado para se reunir com cerca de 30 associações de lojistas, shoppings, imobiliárias e construtoras e discutiu protocolos para a retomada gradual das atividades, prevista para começar a partir de 11 de maio. Segundo Amary, é muito pouco provável que o governo antecipe a reabertura do comércio para favorecer as vendas no Dia das Mães. “A prioridade é salvar vidas, não é agradar o eleitorado”, disse à Coluna. As conversas com as associações continuam nos próximos dias.

Incerteza. A reabertura em 11 de maio também não está garantida, segundo Amary. Essa decisão vai levar em consideração o número de pessoas infectadas pelo covid-19, a quantidade de leitos disponíveis para internação e o número de pessoas testadas. O próprio governador, João Doria (PSDB), já avisou que a taxa mínima de isolamento da população deve permanecer em, pelo menos, 50%, para iniciar o relaxamento da quarentena. Na sexta-feira, esse patamar ficou em 48%, e no sábado, em 52%.

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