Venda da Notredame Intermédica avança para due dilligence

Coluna do Broadcast

23 de abril de 2017 | 05h00

Apesar de estar no meio de um processo chamado de ‘dual track’, em que a empresa analisa concomitantemente uma fusão e aquisição (M&A, na sigla em inglês) e uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a Notredame Intermédica, controlada pela Bain Capital, caminha para a fase due dilligence. Essa etapa começa em maio com a análise de mais dados por parte dos interessados que continuam na disputa para que então seja feita uma oferta vinculante e escolhido o vencedor.

Apetite
Uma oferta ofensiva, em torno dos R$ 10 bilhões, por parte da chinesa Fosun, que controla a gestora Rio Bravo no Brasil, em parceria com a Hapvida desbancou alguns concorrentes. A seguradora francesa Axa, por exemplo, não seguirá adiante. Dentre os candidatos que devem ir para a segunda fase da negociação, está ainda a United Health, dona da Amil. Com um M&A, a Notredame pode ganhar musculatura, partir para aquisições no mercado, se verticalizar e, em um segundo momento, abrir seu capital.

Guiness
Se confirmada, a transação passaria a ser uma das maiores da história do setor de saúde brasileiro. O maior negócio até aqui foi a compra da Amil pela United Health, por cerca de R$ 10 bilhões. O retorno da Bain também tem potencial para ser elevado. Quando o fundo adquiriu a Intermédica, o ativo foi avaliado por assessores em R$ 2 bilhões. De lá pra cá, o Ebitda da empresa já teria dobrado e o porte aumentou após uma série de aquisições de hospitais. Procurada, a Notredame não comentou. A Hapvida negou. Pessoas próximas à United não comentaram. (com Dayanne Sousa)
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