Vendas de computadores disparam, mas perdem força

Vendas de computadores disparam, mas perdem força

Circe Bonatelli

17 de junho de 2020 | 05h00

As vendas de computadores e notebooks devem cair 3,6% em 2020, revertendo a disparada dos primeiros meses deste ano, de acordo com projeção da consultoria IDC. A falta de componentes após a paralisação temporária de fábricas asiáticas, a elevação do preço das peças importadas por causa do dólar e a perda de renda de empresas e consumidores por aqui devem ser os principais responsáveis por frear os negócios ao longo dos segundo e do terceiro trimestres.

Pandemia. No primeiro trimestre, as vendas de computadores e notebooks cresceram 16% em termos de unidades, na comparação com o mesmo período do ano passado. Do total de vendas, 71,9% foram notebooks (1,064 milhão de unidades), e 28,1% foram desktops (415,6 mil). Já em valores, esse mercado movimentou R$ 5,16 bilhões, alta de 30,6%.

Atrapalha. Segundo o analista de mercado da IDC Rodrigo Okayama Pereira, o motivo para o aumento de vendas no começo do ano foi própria a pandemia de covid-19, que levou muitas empresas a comprar ou alugar equipamentos para colocar seus funcionários em home office. Em paralelo, as famílias precisaram de um computador por pessoa para dar continuidade ao trabalho e ao estudo durante a quarentena.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.