Via Varejo atrai pouca demanda em estreia no mercado de ‘crédito podre’

Via Varejo atrai pouca demanda em estreia no mercado de ‘crédito podre’

Coluna do Broadcast

10 de dezembro de 2017 | 05h00

A estreia da Via Varejo no mercado de empréstimos vencidos e inadimplentes, os chamados créditos podres, não animou os investidores deste setor. As propostas foram enviadas essa semana e alguns players consolidados preferiram não participar. Um deles justifica o momento não propício para comprar uma carteira de varejo de mais de R$ 2 bilhões em meio à situação financeira atual das pessoas físicas, com um nível elevado de desemprego no Brasil. Além disso, especialistas deste segmento dizem que a recuperação de créditos no setor de varejo é baixa, inferior às operações de bancos. O processo da Via Varejo está sendo assessorado pela consultoria PWC e foi batizado com o codinome “Projeto Futuro”. O martelo em relação ao nome do comprador, que pode estar entre a Recovery, do Itaú Unibanco, a Ipanema, que agora tem o Santander como sócio, ou alguma novata, será dado antes do Natal.

Por quê?

A procura da Via Varejo por investidores que compram créditos podres é mais uma das muitas ações que a empresa tem tomado num momento de acelerada implementação de novas estratégias. Fora do universo financeiro, a companhia faz esforços para unificar as operações de venda online e loja física enquanto investe num novo formato de loja para ganhar velocidade na expansão. Procurados, Via Varejo, Recovery e Santander não comentaram.

Presente

Além da Via Varejo, o Bradesco também está movimentando o mercado de crédito podre em dezembro. O banco está vendendo mais R$ 6 bilhões, em um processo assessorado pela Ernst & Young. Considerado um candidato já estabelecido no mercado de crédito podre, teria atraído players como a RCB Investimentos, que tem parceria com a global PRA Group, a Recovery, do Itaú Unibanco, a Ativos, do Banco do Brasil, e a novata Megaware. Com mais essa rodada, o Bradesco pode alcançar a marca de R$ 15 bilhões em carteiras vendidas desde que passou a acessar esse mercado, no final de 2016. (Com Dayanne Sousa)

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