VirtusPay começa a pagar pessoas que cederam limites de cartões de crédito

VirtusPay começa a pagar pessoas que cederam limites de cartões de crédito

Cristiane Barbieri

23 de julho de 2022 | 12h48

Clientes emprestavam limites do cartão, para fintech financiar compras de pessoas de baixa renda. Foto: Gabriela Biló/Estadão

A VirtusPay, fintech que financia pessoas de baixa renda, começou a pagar os clientes que “emprestaram” seus limites de cartões de crédito à empresa. Na manhã deste sábado, alguns cedentes com contas em Nubank, Inter, BTG e Santander amanheceram comemorando depósitos e estornos, sobretudo de parcelas a vencer. A expectativa dos cedentes é que os depósitos nos demais bancos e de parcelas já vencidas sejam feitos nos próximos dias.

Há pessoas que cederam limites de 26 cartões de crédito à VirtusPay e pelo menos duas delas dizem ter emprestado mais de R$ 600 mil à fintech. Um grupo de clientes que se reúne via Telegram elaborou uma planilha na qual há mais de 300 nomes, que afirmam ter emprestado o equivalente a R$ 17 milhões no total.

Cedentes vendiam milhas e compravam produtos

Criada há cinco anos por Gustavo Câmara, um dos fundadores da 99, a VirtusPay tem como principal negócio parcelar compras realizadas no comércio eletrônico em boletos para quem não tem crédito. Com os limites dos cartões cedidos, a empresa comprava cédulas de crédito bancário e usava esses recursos para financiar as compras.

Já a pessoa que emprestava o limite, recebia como benefício milhas, que podiam ser vendidas ou usadas para comprar produtos, além de estreitar o relacionamento com o banco. Um dia antes de a prestação do cartão vencer, a Virtus Pay depositava o dinheiro para que o portador quitasse a fatura do cartão.

Crise das startups detonou problemas

No fim de junho, a empresa deixou de fazer parte desses pagamentos, como mostrou o Estadão/Broadcast em primeira mão. De lá para cá, centenas de pessoas protestavam em redes sociais, no Reclame Aqui e foram à Justiça. O temor era de calotes generalizados – no que poderia se tornar a primeira quebra da crise das startups, por conta da falta de recursos para startups, depois que os juros em alta no mundo e no Brasil tornaram-se alternativa mais interessante de investimento.

Procurada, a empresa não respondeu a pedido de entrevista até a publicação desta nota.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 23/07/2022, às 12:10:11.O Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.

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