XP alega violação de contrato e pede indenização de R$ 134 milhões ao escritório Acqua-Vero

XP alega violação de contrato e pede indenização de R$ 134 milhões ao escritório Acqua-Vero

Cynthia Decloedt

24 de maio de 2021 | 20h30

XP, na sede da empresa Crédito: Matheus Lombardi/ XP

XP, na sede da empresa Crédito: Matheus Lombardi/XP

A XP encaminhou ao escritório de agentes autônomos Acqua-Vero, que se desligou da plataforma e migrou para o BTG Pactual, notificação de pedido de indenização de R$ 134 milhões, conforme previsto no contrato que teria sido violado. A XP dá até o dia 31 deste mês para a Acqua-Vero pagar tal valor.

A XP alega, de acordo com o documento encaminhado ao escritório e obtido pela Coluna, que a Acqua-Vero descumpriu uma cláusula do contrato que lhe daria direito de ter acesso às informações da proposta e de cobrir a oferta da concorrência.

A XP lembra que investiu R$ 72 milhões no escritório para financiar sua expansão. No documento, a corretora cita também ter notado um movimento atípico na consulta da base de dados de seus clientes.

Escritório tem R$ 8,5 bilhões sob custódia

A Acqua-Vero se desligou da XP no dia 17 último. O escritório faz parte do grupo dos maiores da XP e tem R$ 8,5 bilhões sob custódia. Com sua ida para o BTG Pactual, a Acqua-Vero buscará se transformar em corretora, o que resultará na entrada do banco como sócio. A ideia é levar a Acqua-Vero à Bolsa em três anos. Hoje, a Acqua-Vero tem 16 filiais e a intenção é que no futuro a rede de escritórios chegue a 100.

Procurada, a Acqua-Vero afirma que “ após formalizar em 17/05/21 o início do aviso prévio de 60 dias para a rescisão do contrato de distribuição de serviços financeiros com a XP, a Acqua-Vero, uma das principais assessorias de investimentos do País, identificou o descumprimento de uma série de regras da relação e decidiu rescindir imediatamente o contrato por culpa exclusiva da XP e cobrar as indenizações devidas”.

O escritório afirma ainda que a entre as infrações cometidas pela XP está o cancelamento do acesso ao software de assessoramento dos clientes, o que impossibilitou a continuidade da prestação de serviços.

“Nossa intenção sempre foi cumprir todos os termos do contrato até o final do período de aviso prévio, mas, diante das infrações, não vimos outra saída senão a rescisão imediata por justa causa”, afirma Eduardo Siqueira, co-fundador da Acqua-Vero.

A Acqua-Vero diz ainda que “a partir de amanhã estará ligada à plataforma do BTG Pactual e dará início ao plano de se transformar em uma corretora de valores e futuramente fazer um IPO”.

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