XP aumenta oferta de produtos gringos e traz a britânica Ashmore

XP aumenta oferta de produtos gringos e traz a britânica Ashmore

Fernanda Guimarães

03 de setembro de 2020 | 05h00

Foto: Matheus Lombardi/Divulgação

Com o aumento do interesse – e da necessidade – do investidor por diversificação em tempos de juro real quase no zero no Brasil, a XP Investimentos acaba de trazer para sua prateleira a britânica Ashmore, gestora especializada em países emergentes que tem US$ 83 bilhões sob gestão. Agora, a plataforma tem 50 opções de fundos internacionais disponíveis. No caso da Ashmore, os investidores têm acesso a um fundo de ações de países emergentes, um com exposição ao dólar e outro “hedgeado” (protegido da variação da moeda) e um terceiro com a estratégia de dívida soberana de países emergentes. “Antes os investidores tinham uma venda nos olhos que se chamava CDI, agora eles começam a ver o valor da diversificação”, diz o sócio da XP responsável pelo relacionamento com gestoras, Leon Goldberg.

Diversificação. Segundo ele, o processo de aumentar o leque de opções de fundos internacionais na XP foi acelerado ao longo dos últimos anos, quando foi identificado que tendência de crescimento da demanda. Para os fundos da Ashmore, a percepção é de que haverá o mesmo sucesso como o visto em outros investimentos de renome que chegaram à plataforma, como o da americana Wellington, lançado em abril e que já bateu captação de mais R$ 1 bilhão.

Follow the money? Gustavo Medeiros, brasileiro à frente da área de pesquisa macroeconômica global da Ashmore, afirma que hoje, ao se falar em diversificação, o investidores deveria tirar os olhos do mercado norte-americano e se voltar a emergentes. Segundo ele, é de onde virá o crescimento e a rentabilidade para as carteiras. Medeiros diz que a bolsa norte-americana hoje está cara: após muitos anos de estímulos monetários, os preços de algumas companhias ficaram desproporcionais e, na prática, o risco é de queda.

Com os grandes. Na Ashmore, os investidores pessoas físicas brasileiras terão tíquete de entrada no fundo é de R$ 5 mil e ficarão ao lado de grandes investidores institucionais, Bancos Centrais e fundos soberanos. Juntos, eles formam a grande massa dos ativos sob gestão. A taxa de administração é ainda mais baixa do que a tradicional cobrança dos fundos de ações (e multimercados) brasileiros, o clássico 2×20 (2% de taxa de administração e 20% de taxa de desempenho). O fundo da Ashmore distribuído aqui chegará a um custo final de 1,8% ao investidor e sem taxa de performance. Explicação: o fundo tem origem em um país maduro, que convive há tempos com juros baixos. O potencial é de movimentar toda a indústria, se o investidor cobrar.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 02/09/2020 às 17:43

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