XP espera dobrar para R$ 50 bi as aplicações em fundos no exterior em 2022

XP espera dobrar para R$ 50 bi as aplicações em fundos no exterior em 2022

Cynthia Decloedt

07 de dezembro de 2021 | 16h40

XP, na sede da empresa Crédito: Matheus Lombardi/ XP

XP negocia parceria com gestora asiática especializada na região   Foto: Matheus Lombardi/XP

A XP está impulsionando sua área de gestão de fundos internacionais e espera dobrar o volume de ativos sob custódia no segmento, nos próximos 12 meses. Este ano, a instituição já multiplicou por dois a oferta desses fundos. Eles chegaram a 180 e abrigam hoje R$ 26 bilhões em recursos dos clientes XP.

Em 2022, a plataforma quer alcançar perto de R$ 50 bilhões na categoria. Bem como continuar ampliando a oferta desses produtos aos clientes. Este ano, a XP trouxe 15 gestoras internacionais, grande parte com exclusividade. A ideia é manter a trajetória.

Segundo Fabiano Cintra, especialista em fundos internacionais da XP, uma das parcerias em negociação é com uma gestora asiática especializada na região, um produto inédito na plataforma. “Temos gestoras com fundos que investem na Ásia ou China, mas não nesse formato”, diz ele, sem revelar o nome da nova casa.

Em outra frente, há conversas adiantadas com sete butiques de investimento internacionais lideradas por gestores grifes e gurus, nas quais há filas de espera para investir. “Estamos conseguindo espaço dentro de algumas delas para que o Brasil entre no mapa mundial de interesse das gestoras”, diz.

Hoje, a XP já tem gestores renomados na plataforma como o guru Ray Dalio, da Bridgewater e casas como Oaktree e Ashmore, especializados em ativos alternativos e mercados emergentes, respectivamente.

Como apenas 1%, dos R$ 6,5 trilhões dos investimentos dos brasileiros, está alocado fora do País, a XP vê espaço para crescimento. Com um mercado desse porte, há interesse natural dos gestores internacionais em virem ao Brasil.

Do lado dos investidores, além de as alternativas terem aumentado, Cintra diz haver uma curva de aprendizado e percepção de retorno. “O mundo é repleto de oportunidades que não eram bem exploradas”, diz ele. “À medida que temos acesso aos fundos internacionais, os clientes percebem melhora no retorno, descolado da demanda doméstica.” Para ele, esse movimento é irreversível.

Hoje a XP tem 40 gestoras internacionais com fundos disponíveis na plataforma. O tíquete mínimo para investimento é de R$ 10 nos ETFs, que replicam fundos no exterior. A grande maioria dos investidores brasileiros está em busca de estratégias amplas, como ações globais e norte-americanas. Além disso, quer estratégias que carregam proteção cambial (hedge, no jargão do mercado).

Segundo Cintra, boa parte dos fundos tem uma versão espelho em reais, para travar a oscilação da moeda. A versão em reais é estruturada de forma a não comprometer o retorno para o investidor. “A cota do fundo está blindada e o retorno corresponde essencialmente à rentabilidade das ações da carteira”, afirma. As estratégias mais sofisticadas e as temáticas ESG (ligadas ao meio ambiente, social e governança) global ou de tecnologia têm igualmente aumentando em demanda por parte dos investidores.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 07/12/21, às 10h15.

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