XP Private mira endinheirados da América Latina para ampliar carteira no exterior

XP Private mira endinheirados da América Latina para ampliar carteira no exterior

André Jankavski

14 de julho de 2021 | 18h40

Abertura de capital da XP na bolsa americana tem ajudado a atrair investidores latinos

A XP Private quer potencializar a sua área de gestão de fortunas fora do País, mas não está de olho apenas nos milionários brasileiros que querem diversificar o portfólio. Segundo Beny Podlubny, chefe da área global da XP Private, a meta é expandir a atual carteira de US$ 5 bilhões para US$ 20 bilhões em no máximo três anos. Cerca de 25% desse valor viria dos endinheirados de outros países da América Latina, como Colômbia, México, Argentina e Chile.

Para atingir o objetivo, a ideia é concentrar a operação em Miami e Nova York, utilizando a estratégia de agentes autônomos que consagrou a XP. Por isso, a maior parte dos clientes continuará vindo do Brasil, mas os executivos da XP já estão em busca de family offices interessados em ampliar as posições nos Estados Unidos.

A abertura de capital da XP na bolsa americana também tem ajudado a atrair investidores latinos, segundo o executivo, porque trouxe maior credibilidade à empresa. Além disso, há ainda um trabalho para aumentar a eficiência dos processos, como acelerar a abertura de contas.

Três línguas

Para atender melhor esses clientes, a base de funcionários nos EUA vai crescer. No curto prazo, a ideia é ampliar de 80 para 130 pessoas. A maior parte precisará ter fluência em espanhol e português, além do inglês. Isso porque muitos latinos nos EUA não falam inglês e querem conversar com um profissional que fale a língua deles.

Outro fator que deve favorecer os planos para a operação é a autorização dada pelo Banco Central para a XP instalar uma agência nas Ilhas Cayman. Com isso, a companhia poderá ampliar a sua oferta de serviços, como a concessão de créditos e emissão de dívida. “Estamos com tudo aprovado para criar um backoffice até o fim do ano, o que significa realmente virar um banco”, diz Podlubny.

A XP desconversa sobre eventuais aquisições nos EUA, mas a Coluna apurou que a companhia está de olho em operações de fintechs e bancos, que a ajudem a aumentar o portfólio de produtos e serviços.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 14/07/2021, às 15h46.

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