XP terá oferta para venda de fatia do Itaú, que inicia desinvestimento

XP terá oferta para venda de fatia do Itaú, que inicia desinvestimento

Fernanda Guimarães e Cynthia Decloedt

11 de novembro de 2020 | 21h00

XP, na sede da empresa Crédito: Matheus Lombardi/ XP

XP, na sede da empresa Crédito: Matheus Lombardi/

O Itaú Unibanco reduzirá antes do esperado sua fatia na XP Investimentos. A instituição financeira já contratou o JPMorgan para coordenar a oferta subsequente (follow on) de uma fatia de 5% que possui na maior corretora do País, o suficiente para mais do que pagar o que desembolsou há poucos anos, cerca de R$ 6 bilhões, quando comprou um total de 49,9% da companhia, apurou o Broadcast.

Na semana passada, o Itaú Unibanco anunciou o desinvestimento. Informou que do total de sua fatia de cerca de 46% (diluída quando a XP abriu capital na Nasdaq), 41% será alocado em uma nova empresa, batizada de NewCo, que será listada na B3. As ações dessa empresa, depois disso, serão distribuídas aos seus acionistas, ou seja, cada acionista do maior banco da América Latina definirá se seguirá como acionista da XP.

O restante que ficaria com o Itaú – os 5% – ainda não tinha a venda definida, de acordo com o banco. Mas a instituição afirmou que se ocorresse, seria em um bom momento de mercado. Quando o Itaú investiu na XP, há três anos, a companhia foi avaliada em R$ 12 bilhões – valor que se multiplicou por dez hoje em dia.

Com isso, depois que a fatia de 41% da XP detida pelo Itaú for para a nova companhia, o banco deixará de ser sócio da XP e terá mais conforto para demarcar melhor seu espaço no competitivo mercado de gestão de recursos, que assumiu importância em velocidade maior com o juro baixo, em patamares inéditos.

Essa será a terceira oferta de ações da XP em menos de um ano. O IPO na Nasdaq foi em dezembro do ano passado e neste ano, a companhia fez uma oferta que também marcou a saída de um antigo sócio, o fundo de private equity General Atlantic.

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