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Afetado pelo frio, PIB do Reino Unido frustra e dá munição a eleições

23 de abril de 2010 | 14h07

O desempenho da economia do Reino Unido voltou a decepcionar no primeiro trimestre. Prejudicado pelo impacto do inverno rigoroso, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,2% no período, abaixo do esperado (0,4%). O resultado, no entanto, deu munição para os principais partidos políticos a duas semanas das
eleições no país.
 
A economia britânica ficou um ano e meio em recessão, quebrada somente no quarto trimestre do ano passado, e agora parte para uma recuperação lenta. “A retomada será morna e muito gradual”, avalia Caroline Newhouse-Cohen, analista do BNP Paribas.
 
O frio acentuado do início do ano teve efeito negativo principalmente sobre a construção e o varejo. “A perspectiva de crescimento permanece incerta”, diz Chiara Corsa, do banco Unicredit.
 
Governo e oposição usaram hoje os dados da economia em meio à campanha eleitoral no país. O primeiro-ministro Gordon Brown fez uma leitura positiva dos números, apesar da decepção dos analistas. Para ele, o resultado mostra que “a recuperação está em marcha”.
 
Ao defender a manutenção dos estímulos na economia, Brown argumenta que o Partido Conservador coloca a retomada em risco ao propor cortes no orçamento já neste ano – o tema central da campanha eleitoral britânica.
 
O líder conservador David Cameron quer reduzir os gastos públicos em 6 bilhões de libras (US$ 9 bilhões) neste ano para combater a explosão da dívida. Para ele, a ameaça à recuperação vem da proposta de aumento de impostos dos trabalhistas.
 
Para o conservador George Osborne, responsável pela área econômica no partido, os dados de hoje mostram que a política de Brown “não está funcionando”. “Nós temos uma recuperação fraca, sem empregos, e um governo fraco”, afirmou, em entrevista a uma rede de TV.

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