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Diferença de juros impõe tendência de queda do dólar no exterior

20 de maio de 2011 | 09h55

Depois do repentino ajuste disparado no início do mês, a tendência de queda do dólar retorna aos mercados. Fica mais clara a ideia de que o movimento visto recentemente tratou-se de uma correção e que a moeda norte-americana deve seguir sem forças por enquanto. O risco para esse cenário é um default da Grécia no curto prazo.

Especialistas avaliam que, após o repique recente, o diferencial de juros volta a comandar os negócios. Nessa linha, o Federal Reserve segue firme na sua estratégia de manter a política monetária totalmente frouxa, enquanto o Banco Central Europeu passa por cima da crise da Grécia para combater a inflação na zona do euro.

Os últimos dados sobre a economia dos Estados Unidos dão respaldo à falta de pressa do Fed. Índices de atividade, produção e o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre vieram mais fracos do que o esperado, trazendo receios de desaceleração.

Ontem, o Goldman Sachs rebaixou as projeções para a moeda dos Estados Unidos. Agora, o banco estima que o euro atingirá US$ 1,55 em 12 meses, de US$ 1,50 da estimativa anterior. Além da política frouxa do Fed, o banco acredita que as discussões sobre a questão fiscal estão adicionando pressão ao dólar. Do ponto de vista da Europa, o Goldman Sachs avalia que muitas das perspectivas negativas sobre a Grécia já estão precificadas.

No Brasil, o dólar caiu ante o real durante esta semana, embora tenha conseguido alguma valorização ontem. Especialistas voltam a falar na atratividade dos juros brasileiros. Tanto que o Standard and Chartered colocou o real novamente no topo das preferências para operações de carry trade.

Na Europa, a crise de dívida soberana segue no topo das preocupações. Líderes europeus pressionaram para emplacar o nome do novo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), após a renúncia de Dominique Strauss-Kahn – que deve sair da prisão hoje, após pagar fiança de US$ 1 milhão.

Outro foco de atenção são as eleições locais na Espanha no domingo. Acredita-se que o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero perderá apoio. Ate então, o país vem conseguindo se descolar os problemas da Grécia, Portugal e Irlanda. Por isso, a questão política espanhola passa a ser tema de interesse dos mercados.

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