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Exterior adota cautela antes de novos dados nos EUA

18 de fevereiro de 2010 | 09h58

Os investidores internacionais encontram um clima mais cauteloso nesta quinta-feira, após a recuperação dos últimos dias. A expectativa hoje está centrada nos dados sobre a economia dos Estados Unidos, que têm mostrado retomada
mais expressiva, em contraste com a fragilidade na Europa.
 
As desvalorizações atingiram hoje as bolsas europeias, o euro e o ouro, depois que o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que venderá 191,3 toneladas do metal.
 
A atividade norte-americana continua enviando bons sinais para os mercados. Ontem, foi bem recebida a informação de que o número de novas obras residenciais subiu 2,8% em janeiro, o melhor resultado desde julho de 2009. A alta de 0,9% da produção industrial, acima da projeção de +0,8%, também contribuiu para o ambiente positivo. O cenário levou inclusive o Federal Reserve a elevar a projeção para o PIB deste ano, de 3% para 3,2% – situação oposta à da Europa, onde os bancos estão revisando para baixo as estimativas de crescimento.
 
Os investidores preferiram olhar para os dados da recuperação e deixar de lado a discussão sobre a estratégia de saída existente no Fomc, como mostrou a ata. Analistas notam que a autoridade trouxe mais detalhes sobre o processo de retirada dos estímulos, cujo início já não está distante.
 
Hoje, os mercados acompanham o índice de preços ao produtor (PPI) de janeiro e o balanço semanal do auxílio-desemprego, às 11h30 (de Brasília). Às 13h, saem o índice de atividade do FED de Filadélfia em fevereiro e indicadores antecedentes de janeiro. Também serão divulgados os estoques de petróleo nos EUA da semana passada. Na área corporativa, o destaque é o balanço do Walmart.
 
Os problemas da Grécia continuam sendo monitorados, mas a percepção de risco dos investidores sobre o caso teve alívio nos últimos dias, a partir da pressão da União Europeia para a melhora das contas públicas. As autoridades seguem alertas não só em relação aos compromissos do país, mas também sobre as suspeitas de manipulação dos números no passado, pelo ex-governo conservador, com base em negócios no mercado financeiro. “Será uma desgraça se for verdade que os
bancos que já nos empurraram para a beira do abismo também tenham feito parte da falsificação das estatísticas gregas”, afirmou ontem a chanceler alemã, Angela Merkel.
 
O analista Boris Schlossber, da corretora GFT, acredita que a queda do euro está agora mais ligada à perspectiva de fraqueza econômica na região, demonstrada nos indicadores recentes. 
 
As commodities também vivem uma manhã de quedas, depois das valorizações dos últimos dias. A mais comentada hoje é o contrato futuro do ouro, que recua cerca de 1,5% na Comex eletrônica, em razão da estratégia do FMI. O petróleo tem perda próxima a 1% no mercado futuro.

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