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Fórum Econômico Mundial: Brasil cai 2 posições no ranking

25 de março de 2010 | 10h47

O Brasil caiu duas posições no ranking de tecnologia da informação preparado pelo Fórum Econômico Mundial. Agora, o País está na posição de número 61, entre as 133 economias analisadas, atrás de Barbados (35ª), Chile (40ª), Porto Rico (45ª) e Costa Rica (49ª), na América Latina.
 
Segundo a entidade, apesar da satisfatória penetração e uso pelas empresas e governo, o Brasil deixa a desejar na regulação, além do baixo nível de educação e elevado custo para acesso aos serviços. “O ambiente regulatório precisa de atualização para se tornar mais amigável à tecnologia da informação, melhorando a proteção à propriedade intelectual, assim como o padrão educacional”, diz o relatório do Fórum, divulgado hoje, em Genebra.
 
O Fórum destaca ainda que as tarifas da telefonia celular estão entre as mais elevadas do mundo, o que se reflete no uso do serviço.
 
As piores notas obtidas pelo Brasil referem-se ao ambiente de negócios. O País ficou em último lugar no quesito que avalia a quantidade e os efeitos dos impostos e em penúltimo na carga de regulação do governo. Também são negativas as avaliações de pontos relacionados à burocracia, como prazos e procedimentos para iniciar um novo negócio.
 
As melhoras notas vieram de pontos ligados à implementação dos serviços, como a capacidade de inovação. “O setor corporativo está na vanguarda dos avanços, graças aos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e o potencial de inovação”, afirma o relatório. Outro ponto positivo, avalia a entidade, é a eficiência de serviços eletrônicos utilizados pelo governo.
 
A Suécia lidera, pela primeira vez, o ranking de preparo tecnológico do Fórum, seguida por Cingapura e Dinamarca (que deixou o primeiro lugar, após três anos na posição). Em seguida, estão Suíça, Estados Unidos, Finlândia, Canadá, Hong Kong, Holanda e Noruega, completando os primeiros dez lugares.
 
O levantamento, divulgado pelo nono ano seguido, avalia o ambiente regulatório, empresarial e de infraestrutura, o preparo dos indivíduos, empresas e governo e a implementação das últimas tecnologias disponíveis. A análise é feita com base em dados de domínio público e pesquisas de opinião com executivos. O ranking é elaborado com a escola de negócios INSEAD.

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